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Apertado o abastecimento de milho neste ano e no início de 2017

Foto: Cleverson Beje/FAEP - Apertado o abastecimento de milho neste ano e no início de 2017
Foto: Cleverson Beje/FAEP

A CONAB, no último levantamento de safra, reduziu a previsão da produção brasileira de milho de 76,5 para 69,1 milhões de toneladas, em função dos problemas climáticos de seca, excesso de chuva e geadas que ocorreram nas regiões produtoras. Na safra 2014/15 a produção atingiu 84,7 milhões de toneladas.

O estoque de passagem de 2015 para 2016 foi estimado em 10,5 milhões de toneladas e a importação neste ano em 1,5 milhão de toneladas. A soma do estoque, da importação e da produção resulta na oferta de 81,2 milhões de toneladas para o ano safra de 2016.

Reduziu também a estimativa de consumo interno de 56,1 em 2015 para 54,7 milhões de toneladas em 2016, devido aos elevados preços do produto e ao consequente efeito sobre o aumento do custo de produção das carnes e do leite.

Em 2015 foram exportadas 34,2 milhões de toneladas e para este ano a estimativa divulgada aponta 22,0 milhões de toneladas. A soma do consumo interno e da exportação resulta na demanda de 76,7 milhões de toneladas e no estoque final de 4,5 milhões de toneladas.

No entanto, não se descarta, nos próximos levantamentos, uma quebra da safra ainda maior e um menor volume exportado do grão.

Foi a divulgação deste balanço de oferta e demanda mais apertado que provocou a elevação dos preços aos produtores e no atacado, nos últimos dias. Como a colheita da segunda safra está em pleno andamento nas regiões produtoras, a melhor sugestão aos criadores que necessitam deste insumo é a compra e a formação de estoque visando o suprimento do consumo no final deste ano e em janeiro e fevereiro de 2017, enquanto a colheita da safra 2016/17 não estiver disponível para o mercado.

O problema é que os produtores de milho, de posse das mesmas informações, tenderão a reter uma parcela da produção para venda mais tarde. Isto implica em preços do milho, durante todo o segundo semestre deste ano e no início do próximo, equivalentes ou superiores a paridade da exportação. As boas notícias para os criadores são o bom andamento da safra americana 2016/17, que tende a manter as cotações internacionais entre U$ 3,2 a 4,0/bushel (1 bushel = 25,4 kg) e a taxa de câmbio no Brasil, que tende a permanecer entre R$ 3,1 a 3,5 até o início de 2017.