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Continua a queda do PIB, da renda e do emprego

- Continua a queda do PIB, da renda e do emprego

O IBGE publicou o desempenho do PIB até o final do segundo trimestre de 2016: queda de 0,6% nos meses de abril a junho, de 4,6% no primeiro semestre do ano e de 4,9% nos últimos 12 meses. Como a população brasileira cresce aproximadamente 1,0% ao ano, a queda da renda per capita chega a 5,9% nos últimos 12 meses.

No primeiro semestre de 2016 a agropecuária regrediu 3,4%, devido basicamente aos efeitos do clima adverso sobre a produção, a indústria (setor secundário) 5,2% e o setor de serviços 3,5%.

Nos últimos 12 meses o desempenho também foi negativo em 2,4% na agropecuária, 6,3% no setor secundário e 3,6% no setor de serviços.

Do lado da demanda, no primeiro semestre deste ano o consumo das famílias regrediu 5,6%, o consumo do governo em 1,9%, os investimentos em 13,3% e as importações em 16,2%, enquanto que as exportações aumentaram 8,2%, devido fundamentalmente ao bom desempenho dos produtos do agronegócio.

O IBGE também publicou, há poucos dias, a taxa de desemprego de 11,6% da população economicamente ativa, o que representa 11,85 milhões de pessoas que estão desocupadas e procurando emprego.

Estes péssimos resultados  podem ser explicados pela má gerencia e pelos erros cometidos na condução da política econômica, os enormes déficits na política fiscal apesar da alta carga tributária, a taxa de juros extremamente alta e a estagnação do crédito na política monetária e a taxa de câmbio baixa na política cambial, tudo isto resultando em perda da confiança e do clima favorável aos negócios e aos empreendimentos. Também a economia foi afetada pela crise política quase sem fim, pelo atraso na implementação das reformas necessárias, pelos gargalos da nossa infraestrutura, pela queda da produtividade nos setores da indústria e dos serviços e pela perda de competitividade dos nossos produtos de maior valor agregado no mercado internacional.