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Impacto da abertura do mercado americano a carne bovina brasileira

Foto: Divulgação  - Impacto da abertura do mercado americano a carne bovina brasileira
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A produção brasileira de carne bovina deverá atingir 8,46 milhões de toneladas e a exportação 1,92 milhão de toneladas neste ano, registrando aumentos de 1% e 4% sobre os volumes produzido e exportado em 2015. O Brasil já exporta carne bovina para 130 países.

Nos próximos 10 anos, segundo o estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a produção poderá atingir entre 10,2 a 12,9 milhões de toneladas e a exportação entre 2,6 a 4,4 milhões de toneladas.

A negociação do acordo bilateral agora concluído iniciou em 1996. O governo americano é um dos mais exigentes em termos sanitários e adota barreiras não tributárias inclusive para proteger os produtores nacionais, como outros países também fazem. A derrubada destas barreiras exige muita negociação e demanda tempo, além da montagem de um sistema de defesa sanitária eficiente.

Uma das doenças que elimina a possibilidade de venda de carne “in natura” é a febre aftosa, cujo último foco registrado no Brasil foi em 2005 e a 4,5 anos não mais ocorre nas Américas.

Pelo acordo negociado tanto o Brasil quanto os EUA poderão exportar carne bovina “in natura”. O Brasil disputará com outros países a venda de uma cota de até 68,4 mil toneladas anuais para o mercado americano isenta de tarifas. Sobre os volumes excedentes de exportação incide a tarifa de 24,6%, a mesma vigente para outros países que também exportam para o mercado americano. A modalidade de habilitação é por pré listing, ou seja, os governos podem indicar a lista dos frigoríficos exportadores.

O MAPA divulgou a possibilidade de o valor exportado pelo Brasil chegar a U$ 900 milhões anuais. Segundo especialistas consultados, nos próximos anos o valor não deverá ultrapassar os U$ 300 milhões e as importações brasileiras dos EUA atingirem um valor um pouco inferior.

Além da abertura do mercado americano, a grande vantagem do acordo firmado é a possibilidade de outros mercados também se abrirem para as exportações brasileiras, como o México, o Canadá, o Japão e a Coreia do Sul.

Para o agronegócio brasileiro explorar todo o potencial de produção existente e ampliar a produção de carnes, grãos, fibras e produtos florestais é indispensável a abertura de novos mercados e a ampliação das exportações para os mercados já tradicionais. Caso contrário, o aumento da produção resultaria em queda de preços e desestruturação do próprio sistema de produção.