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O levantamento da safra de grãos 2015/16 e o balanço de oferta e demanda do milho

A CONAB divulgou o 8º levantamento da safra brasileira 2015/16.

A produção de grãos baixou de 209,0 para 202,4 milhões de toneladas, devido aos efeitos do excesso de chuvas no Rio Grande do Sul e a falta durante o mês de abril no norte do Paraná e regiões do Brasil Central, Centro Oeste e Nordeste.

A safra de soja foi reduzida em 2,0 milhões de toneladas e a de milho em 4,7 milhões de toneladas, para 96,9 e 80,0 milhões de toneladas, respectivamente. E não se descarta nova redução da produção de milho no próximo levantamento. Também a produção de feijão foi reduzida em 126 mil toneladas, para 3,18 milhões de toneladas.

O balanço de oferta e demanda do milho para este ano de 2016 é preocupante. Como o consumo interno está estimado em 58,4 milhões de toneladas restam pouco mais de 20 milhões de toneladas da produção nacional para atender a exportação, caso não seja considerada a existência de estoque inicial. Em 2015 a exportação foi recorde e atingiu 30,2 milhões de toneladas e o Brasil foi o segundo maior exportador mundial da mercadoria.  A oferta interna ajustada promoveu o aumento da estimativa de importação para 1,5 milhão de toneladas e o mercado já sinaliza que poderá chegar a mais de 2,0 milhões.

O efeito do clima adverso sobre a produção da segunda safra de milho consolidou a conjuntura de preços prevista para o segundo semestre. Antes da entrada da segunda safra no mercado os valores recebidos pelos produtores correspondem a paridade da importação, ou seja, ao preço do milho importado posto na região, que depende basicamente da cotação internacional e da taxa de câmbio, além dos custos da internação.  Para o segundo semestre as previsões indicam uma pequena baixa para a paridade da exportação, cujo valor também depende da cotação internacional e da taxa de câmbio.

Assim, as melhores notícias para os suinocultores e avicultores vêm da política e do balanço de oferta e demanda mundial divulgado pelo USDA para a safra 2016/17. Da política é a troca de governo a previsão de taxa de câmbio menor do que os valores anteriormente previstos. Do USDA, o aumento da estimativa de produção mundial e americana do produto, que tende a manter o estoque final da safra 2016/17 no volume equivalente ao inicial. A pior notícia foi a quebra da segunda safra brasileira e a consequente oferta interna ainda mais apertada, além da maior dependência das importações para o suprimento do mercado.

Em 11 de maio de 2016