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Os novos números da safra brasileira de grãos e os mercados da soja e do milho

Foto: Jonas Oliveira/ ANPr - Conab divulga novos números da safra brasileira de grãos
Foto: Jonas Oliveira/ ANPr

O décimo primeiro levantamento da CONAB reduziu novamente a produção brasileira de grãos para 188,1 milhões de toneladas. Comparativamente a safra 2014/15 é menor as produções da soja, milho, arroz e feijão, em função do clima desfavorável e da redução da área plantada do feijão e do arroz.

A produção do arroz de 10,5 milhões é menor do que o consumo interno estimado em 11,5 milhões de toneladas e a exportação de 1,1 milhão de toneladas.

Também a produção de 2,6 milhões de toneladas de feijão não supre o consumo interno de 2,9 milhões de toneladas e a exportação estimada em 65 mil toneladas.

O mesmo ocorre com o milho. A produção, agora estimada em 68,5 milhões de toneladas, não atende ao consumo interno 54,7 e a exportação de 20,0 milhões de toneladas estimadas pela CONAB. Da mesma forma, mas com números diferentes, a consultoria Safras e Mercados indica a produção de 72,5 milhões de toneladas, que também não atende ao consumo interno e a exportação estimados em 58,0 e 15,8 milhões de toneladas.

Os números apontados evidenciam que o abastecimento do mercado interno dos três produtos neste ano depende dos estoques e das importações. O maior volume importado será de milho e após do arroz e os maiores fornecedores são os países do MERCOSUL e a China. No caso do milho, estão fechadas e parte em trânsito importações de 1,0 milhão de toneladas da Argentina e do Paraguai. Estes países dispõem de mais 4,5 milhões de toneladas para venda, 4,0 na Argentina e 0,5 no Paraguai. Atualmente o milho mais barato para importação, em torno de U$ 30 a tonelada, é o americano posto no golfo do México, mas o problema reside na concessão de licença de importação do produto transgênico pela CTNBio.

A produção de soja é suficiente para atender a exportação estimada em 53,0 milhões de toneladas e o esmagamento 42,5 milhões de toneladas.

O comportamento dos preços recebidos pelos produtores paranaenses, levantados pelo DERAL/SEAB e mostrado no quando abaixo, comprova a escassez dos quatro produtos. Destaca-se que os preços médios de julho da soja e do milho já refletem as menores cotações internacionais, devido ao ótimo andamento da safra americana, e a queda da taxa de câmbio no Brasil.

Produto
Média de 2015
Em R$/saca
Média janeiro/julho2016
Em R$/saca
Média julho/2016
Em R$/saca
Arroz irrigado
48,55
59,30
67,97
Feijão cores
126,56
246,50
367,11
Feijão Preto
103,25
159,33
211,44
Milho
21,68
35,27
34,69
Soja
61,50
71,14
74,67