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Soja, milho e feijão carioca, os maiores preços da história

A quebra de safra na América do Sul, a recuperação das cotações internacionais, a taxa de câmbio competitiva e as exportações elevadas pelo Brasil foram as variáveis responsáveis pelos maiores preços nominais da soja e do milho no Paraná. O mesmo aconteceu com o feijão carioca, fruto da redução da área plantada e da produção.

O excesso de chuva na Argentina provocou a redução da produção da soja de 60 para 56 milhões de toneladas e do milho para menos do que as 27 milhões de toneladas estimadas pelo USDA.

A redução da área plantada da primeira safra de milho no Brasil, o excesso de chuva no Rio Grande do Sul e a seca no norte do Paraná e nas demais regiões que plantaram a segunda safra de milho resultaram na redução da produção brasileira para 78 a 80 milhões de toneladas, segundo as estimativas do mercado e da CONAB.

Na soja, a redução da produção de mais de 100 para 97 milhões de toneladas, segundo a CONAB, foi consequência do excesso de chuva na região sul, seca nas demais regiões que cultivam a leguminosa e o ataque de doenças, principalmente da ferrugem.

Estas perdas na América do Sul geraram a reação das cotações internacionais das duas commodities. Na soja, de U$ 8,5 a 9,0 para U$ 10,5 a 11,0/bushel e no milho de U$ 3,5 a 3,8 para U$ 3,9 a 4,2/bushel.

A taxa de câmbio, apesar de mais baixa do que no início do ano, se estabilizou no patamar entre R$ 3,45 a 3,60.

As exportações pelo Brasil foram recordes nos dois produtos, 34,2 milhões de toneladas de milho e 54,3 milhões de toneladas de soja em 2015, o que resultou em baixos estoques internos de passagem. No milho, a dificuldade de suprimento para a suinocultura e avicultura está fazendo com que as empresas importem o produto da Argentina, do Paraguai e dos Estados Unido, em volume entre 1,5 e 2,0 milhões de toneladas neste ano.

A consequência da combinação das variáveis relatadas sobre o mercado interno resultou nos maiores preços nominais das duas mercadorias. Na soja, em Paranaguá, o preço de compra atingiu R$ 92,5 e o de venda R$ 94,0 a saca. No milho, a cotação no interior do Estado chegou a R$ 60,0 a saca em Castro, o maior preço praticado no mercado de lote.

A redução da produção do feijão decorre da redução da área plantada na primeira safra e os efeitos do clima adverso na segunda safra. Apesar das importações da Argentina e da China, o preço do feijão carioca atingiu valores entre R$ 360,0 a R$ 400,0 saca para o produto do melhor tipo, também recorde.

Em 30 de maio de 2016