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Soja, milho, trigo e feijão superam os preços recordes: são recordes dos recordes

Foto: Foto:Kleiber Arantes/ SecomFoto: Foto:Kleiber Arantes/ Secom

A quebra de safra no Brasil e na América do Sul; a recuperação das cotações internacionais da soja, milho e trigo; a taxa de câmbio ainda competitiva, entre R$ 3,55 e R$ 3,60; o desempenho das exportações brasileiras dos dois produtos em 2015 e neste ano; e as variações na área plantada e na produtividade do milho e feijão foram as principais variáveis responsáveis pelos maiores preços nominais recebidos pelos produtores de soja, milho, feijão e trigo.

Em Paranaguá o preço da soja atingiu R$ 98,5 a saca para compra e R$ 100,00 para a venda, no interior e no mercado de lotes R$ 95,00 e aos produtores R$ 84,00 a saca, todos os valores recordes dos recordes anteriores.

Os preços médios recebidos pelos produtores do milho alcançaram valores entre R$ 42,00 a R$ 47,00 a saca e no mercado de lotes no interior variou entre R$ 57,00 a R$ 62,00 a saca, todos os valores também recordes dos recordes anteriores.

Os preços médios recebidos pelos produtores de trigo atingiram os maiores valores do ano, entre R$ 43,00 a R$ 45,00 a saca, devido a escassez do produto da safra 2015 e do aumento das cotações do produto importado.

Os preços médios recebidos pelos produtores do feijão preto chegaram entre R$ 180,0 a R$ 200,00 a saca e do feijão de cor (carioca) entre R$ 350,00 a R$ 400,00 a saca, também os maiores valores registrados em 2016.

Os preços dos produtos agropecuários foram os que mais impactaram os índices de inflação divulgados recentemente, mostrando que os ótimos preços aos produtores trazem impacto negativo ao bolso dos consumidores.

Também a divulgação dos dados referentes ao PIB, no primeiro trimestre deste ano, mostrou que apenas as exportações apresentaram desempenho positivo. O PIB dos três setores da economia, o primário, secundário e o terciário mostraram desempenho negativo, bem como, pelo lado da demanda, o consumo das famílias, o consumo do governo, os investimentos e as importações. As quebras de safra não perdoaram o desempenho do setor primário, o único com crescimento nos últimos dois anos. E pelo lado da demanda, ficam evidentes os efeitos do desemprego de mais de 11 milhões de pessoas, da queda da renda em quase 10% nos últimos três anos, da inflação superior ao centro da meta nos últimos seis anos e de 10,67% em 2015, do desastre na condução da política fiscal, da crise política e da falta de expectativas favoráveis em curto prazo.

Em 03 de junho de 2016.