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Bastidores da política na fronteira

Curto circuito – A lei municipal que autoriza a Prefeitura de Foz do Iguaçu a utilizar parte da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip) para cobrir despesas da Secretaria Municipal da Saúde está sendo questionada pela 6ª Promotoria de Justiça. O MP propôs ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Reni Pereira e 12 vereadores. A Promotoria sustenta que o Município, contrariando a Constituição Federal e outros dispositivos legais, estaria empregando indevidamente aproximadamente R$ R$ 7,7 da Cosip para cobrir despesas da área da Saúde.

Lei aprovada - A promotoria denuncia que os vereadores aprovaram, em dezembro de 2014, um projeto enviado pelo Executivo para tentar regularizar a situação. A lei converte o superávit arrecadado com a Cosip em recursos livres para aplicação na saúde. O investimento, no entanto, não computa no valor do gasto com a saúde para complementar o índice percentual mínimo exigido pela legislação federal. O MP-PR defende que a lei é inconstitucional. Além do reconhecimento da inconstitucionalidade pede, caso a denuncia seja acatada, a condenação do prefeito e dos vereadores por ato de improbidade administrativa. O embate jurídico promete. 

Contas reprovadas – O plenário do Conselho Municipal de Saúde (COMUS) aprovou, com 25 favoráveis e cinco contrários, o relatório da rejeição da prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu do exercício de 2015. O resultado da analise será encaminhado para o Ministério Público, Tribunal de Contas e Câmara Municipal. A decisão dos conselheiros pode bloquear o repasse de recursos para o Município. No texto, enviado a imprensa, os conselheiros da mesa diretora alegam que, apesar de compreender as consequências do ato, “não podem ser responsabilizados por isso”.

Magoou - Não tem mais jeito. A permanência do vereador Hermógenes de Oliveira no PMDB tornou-se ainda mais insustentável. Depois do confronto radiofônico com o cacique peemedebista Dobrandino da Silva, o vereador começou a ser rejeitado nas reuniões do diretório. Prepara, então, as malas e leva a experiência de seis mandatos para outra legenda. A desfiliação dever ser anunciada ainda hoje, segunda-feira (7).

Não ligou – Contudo o presidente do partido e pré-candidato a prefeito, Cláudio Rorato, aparenta ter elencado outras prioridades. Parece estar tão desligado destes conflitos. Ele não telefonou para o vereador Hermógenes. Não pediu para ele ficar e nem o estimulou a sair.  Não ligou e nem ligou. Simples assim!

Solidão, tô fora! - O vereador Paulo Rocha não quer ficar sozinho no partido. Na sexta-feira (4) pediu desfiliação do PSB. Já avisou que está pronto para atracar em uma nova legenda. O problema é que ainda não decidiu onde. Temia ficar a ver navios! O partido que elegeu três vereadores pode ficar sem nenhum. O vereador Beni Rodrigues também avalia a possibilidade de dar baixa na ficha. O primeiro a desembarcar foi Edílio Dallagnol.

Calendário eleitoral - O deputado estadual Chico Brasileiro (PSD) aguarda os movimentos do tabuleiro eleitoral. Caso seja confirmada a mudança de deputados do PSC para o PSD, e no grupo esteja a deputada Cláudia Pereira, esposa de Reni Pereira, ele poderá retornar as origens optando por um partido mais a esquerda.

Reflexão necessária – No entanto, pessoas próximas atestam que deixar o PSC e abrigar-se em outra legenda não é a única opção ou possibilidade para Claudia Pereira que cumpre seu primeiro mandato legislativo.