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Fura Fila: Expectativa agora é se Promotor arquiva ou encaminha denuncia

Tempo para avaliar - O promotor Luiz Marcelo Mafra, depois de ouvir os 15 vereadores, analisa se arquiva ou encaminha o procedimento de investigação da existência de um suposto esquema “fura-fila” nas cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas na saúde pública municipal.

Interesse da mídia - A romaria na sala do promotor foi acompanhada de perto pelas lentes de filmadoras e câmeras fotográficas. Na saída eram estendidos microfones e gravadores para o parlamentar explicar os questionamentos. Assim como o promotor, a imprensa ouviu a negativa de existência da suposta cota de atendimento para cada vereador.

Exposição negativa - Os vereadores não gostaram da exposição negativa a que foram submetidos. Por isso, o presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comus), Sadi Buzzanelo, pode ser instado a revelar nomes. Teria partido do Conselho a documentação que robusteceu as suspeitas da promotoria.

Debate diverso - Uma tarde de oitivas no Ministério Público deveria ter servido para instigar um debate sobre as filas e o atendimento na saúde pública. Deveria, mas não aconteceu. Pelo jeito ficou restrito ao suposto comportamento dos políticos. 

Judicialização - Nos últimos anos o problema de gestão e a falta de recursos financeiros e humanos criaram uma modalidade diferenciada de atendimento na saúde. Além do Sistema Único de Saúde (SUS), dos planos de saúde e do desembolso direto, a judicialização passou a fazer parte do processo.

Determinação judicial – Independente da fila, a porta da Justiça tornou-se caminho para se exigir a garantia do atendimento. Pedidos formulados pelo Ministério Público e pelas Defensorias Públicas, além das  liminares judiciais, podem determinar internamentos, cirurgias, próteses, medicamentos e exames para quem busca pelo recurso judicial tanto para a rede pública quanto para os impasses com o setor privado.

Derradeira solução - Com os recorrentes problemas na saúde pública e os conflitos com os planos de saúde, a intervenção da Justiça tornou-se a derradeira opção para brasileiros desesperados. O estudo “Judicialização da Saúde no Brasil”, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, mostra essa realidade em todo o país.            

Cobrando resposta – A mesa diretora do Conselho Municipal de Saúde cobra o resultado das investigações de supostas irregularidades apontadas pela auditoria realizada no Hospital Municipal. As denuncias são relacionados ao período 2013/2014.

Nova auditoria - Auditores da secretaria estadual da Saúde concluíram o trabalho de auditoria no laboratório municipal. O relatório já foi entregue ao Ministério Público Estadual.   

Colocando-se a disposição - O deputado estadual Chico Brasileiro (PSD) não muda uma vírgula no discurso. Quando questionado sua pré-candidatura a prefeitura repete que ainda não há nada definido; que faz parte de um grupo político; que estão conversando e reafirma que seu partido está à disposição. 

Três no grupo -  Ao jornal “Novo Tempo” o deputado Chico Brasileiro apontou, como pré-candidatos do grupo, a ex-vereadora Nanci Rafain Andreola (PDT), a professora Joane Vilela (PCdoB) e o ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT).

Carta branca - A vice-prefeita Ivone Barofaldi (PSDB) recebeu aval do cacicado estadual para reforçar sua pré-candidatura à sucessão municipal. O partido tem, agora, as pré-candidaturas do hoteleiro Camilo Rorato, do advogado Cássio Lobato e da vice-prefeita.