21°
Máx
17°
Min

O paradigma do convívio na tríplice fronteira

Segurança na fronteira – Os cortes no orçamento federal não impediram que  o Exército Brasileiro mantivesse a prioridade na instalação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). O sistema é baseado em uma rede de sensores com a capacidade de dar resposta, em tempo real, aos problemas detectados. Auxilia no combate ao contrabando e o tráfico de armas e drogas.

Opção estratégica - O projeto piloto, que iniciou no Mato Grosso e deveria subir em direção ao Amazonas cobrindo as fronteiras com a Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, desceu. Foi trazido para a fronteira do Paraná com o Paraguai e a Argentina.

Outros braços – Em paralelo, o Ministério da Defesa anuncia uma nova fase da Operação Ágata que integra manobras militares às ações sociais. Entretanto, se a Defesa faz a parte dela, faltam outros braços governamentais na região.

Visões divergentes - A visão dos governos, em relação às fronteiras, é geográfica e estratégica. Diferente da compreensão de quem mora na principal e mais populosa fronteira brasileira. Entre os residentes prevalecem outras relações e prioridades de convívio.

Governos centrais - Operações voltadas para a segurança e a soberania são necessárias e bem vindas. Isso não se discute! Porém, o que se cobra é a aplicação de políticas de fortalecimento da integração fronteiriça capazes de conter o avanço de qualquer ilegalidade. Capazes de  promover o desenvolvimento econômico e social da Região.

Outras prioridades - Enquanto na região são aprovadas leis de irmandade, conselhos de desenvolvimento se unem e planos estratégicos para o comércio e o turismo exigem leis diferenciadas para a consolidação, os governos centrais em Brasília, Buenos Aires e Assunção sempre demonstraram outras prioridades.

Muito tempo atrás - O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sadi Buzanelo, comentando a longevidade do chamado esquema “fura fila” na saúde, disse que quando ele era secretário, na década de 90, “poderia até acontecer”, mas que ele “não compactuava com a prática”.

Respeitável público - No início da próxima semana serão entregues os documentos requisitados pela promotoria. Aconselhado pela assessoria jurídica do Conselho, Buzanelo não antecipou o conteúdo da papelada. Porém disse com todas as letras: “Nós não fizemos esse circo, mas não fugimos dele”.

Lista - Além dos nomes de vereadores, supostamente envolvidos no esquema, o presidente do Conselho promete revelar os nomes de assessores que teriam sido nomeados na Câmara e na Secretária para utilizar as vagas de atendimento na saúde como moeda de troca com o eleitor.

Movendo ação -  O vereador Paulo Rocha (PMDB) está insatisfeito com o caso. Alegou que depois de concluída a investigação sobre o suposto esquema de “fura fila”, vai mover processos por danos morais. Alega que houve exposição negativa de sua imagem em ano eleitoral.

Sendo acionado – Por outro lado, o vereador Paulo Rocha (PMDB) enfrenta questionamentos de assessores legislativos que se sentiram ofendidos com as declarações de que na Câmara existiriam assessores que não trabalham. Terá que dar nomes aos bois para não sofrer ações por danos morais.

Relógio ponto - Quando propôs a instalação do cartão ponto na Câmara Municipal, o vereador, sem dar nomes, disparou a denúncia de que existiriam “assessores que não trabalham”.  Generalizou e agora precisará especificar.  

Lotéricos na fronteira -  Foz do Iguaçu sedia o 14º Congresso de Lotéricos do Paraná. O evento promovido pelo Sindicato dos Empresários Lotéricos do Paraná (Sinlopar) começa nesta sexta (27), às 9h, e segue até sábado (28). Durante o encontro serão debatidos assuntos relativos aos serviços prestados e as reivindicações da categoria. Quatro deputados federais estão confirmados entre os participantes do congresso.