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Processo eleitoral movimenta a região

Menos custos  - A equipe interviu administrativamente no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu teria conseguido baixar o custo operacional da unidade para R$ 4,6 mi e está reduzindo, mensalmente, o passivo em aproximadamente R$ 1,4 mi. Os dados foram apresentados em audiência pública na sexta-feira (4). Já tem gente se debruçando sobre os números. Querem saber como os atuais gestores, comparativamente, gastam menos que os anteriores e ainda pagam as contas do passado. O assunto promete!

Não viu! O secretário de saúde Gilbert Trindade Ribeiro, disse ontem (7), pela manhã, que ainda não havia avaliado o relatório da comissão. Não quis comentar sem antes analisar criteriosamente os dados.  No dia da apresentação do relatório na Câmara Municipal o secretário estava reunido com pastores para definir estratégias de atuação das igrejas no combate ao mosquito aedes aegypti.

Instâncias superiores - Sobre a rejeição das contas da Secretaria pelo Conselho Municipal de Saúde, o secretário convocou diretores e o chefe da 9ª Regional de Saúde para debater o tema. Será na quarta-feira (9). A reprovação pode bloquear a remessa de recursos para o Fundo Municipal. Gilbert adiantou que um relatório paralelo, demonstrando que o município aplicou R$ 224 milhões na saúde em 2015, será preparado para ser enviado ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Câmara de Vereadores. Os mesmos órgãos que receberão o relatório do Conselho Municipal. Ele não descarta recorrer ao Conselho Estadual de Saúde, se for preciso.

Rejeição total - Além da reprovação das contas de 2015 também foi rejeitado o orçamento de 2016. Nem com ressalvas os conselheiros aprovaram a peça orçamentária. Linha dura, mesmo! 

Faixas apagadas – Uma medida extrema está sendo adotada na Avenida Tancredo Neves que dá acesso à Itaipu Binacional. As faixas de pedestres serão apagadas. Serão mantidas apenas as faixas elevadas. As faixas pintadas no asfalto estariam colocando motoristas em risco. Quem respeita a legislação e para na sinalização, dando preferência para o pedestre, corre o risco de sofrer uma colisão traseira provocada por quem não respeita. Em resumo: Ruim sem elas, pior com elas.

Vidraça - Os carnês de IPTU em Foz do Iguaçu serão entregues nos próximos dias. A primeira parcela ou o pagamento a vista com 10% de desconto vence no dia 11 de abril. A conta chega com reajuste de pouco mais de 10,68%. Ainda que a inclusão do percentual seja legal e obrigatória, pois representa a inflação acumulada no período, será motivo de críticas do contribuinte. Em ano eleitoral o IPTU ganha status de “proposta de campanha”.  Os candidatos fazem campanha atacando o imposto e governam defendendo. A história não muda.

Sem alvará - A prefeitura de Foz do Iguaçu anunciou o lançamento do alvará provisório eletrônico para que os estabelecimentos funcionem precariamente até que toda a burocracia seja cumprida. Tem empreendedor esperando há quatro meses pelo documento. Acumula gastos e irritação. A expectativa agora é que o processo não demore tanto quanto tem demorado um alvará.

Saúde do viajante - O Sistema Integrado de Saúde das Fronteiras (SIS Fronteiras), do Governo Federal, que garantia o repasse de incentivo financeiro para a assistência do serviço de saúde na fronteira em razão do atendimento de estrangeiros, nunca funcionou bem. Agora acabou! Na realidade era mais um subfinanciamento da saúde. No Paraná o programa foi substituído pelo “Saúde do Viajante” do Governo estadual que tem o mesmo objetivo do SIS Fronteira. A diferença, entretanto, são os valores repassados. Nos primeiros meses do ano já são R$ 7 milhões. No ano passado o SIS Fronteiras não atingiu 5% desse total.

RODAPÉ: O debate técnico da proposta de PPP para a saúde de Foz do Iguaçu será contaminado pelo processo eleitoral.