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Reposição salarial: A complexa tarefa de ajustar a diferença entre 4% e 10%

Diferença considerável - A mesa de negociação da data-base dos servidores municipais de Foz do Iguaçu será formada, novamente, na quarta-feira (20). Na reunião de sexta-feira (15) a proposta da administração foi de 4% de reposição. Sindicalistas calculam, hoje, em pouco mais de 9% o índice que pode superar 10% no início de maio. A diferença é considerável e o percentual oferecido não é dilatável.

Sem perdas, até agora - No ano passado os servidores tiveram reposição de 8,34%. O reajuste foi parcelado, com pagamento de 2% em junho, 1,67% em novembro e 4,67% em dezembro. Na gestão atual não há perda acumulada. Além disso, lembram os assessores do prefeito Reni Pereira, em março, em cumprimento ao previsto no Estatuto dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu, foram incorporados 3% aos salários.

Momento difícil - O prefeito reconhece que a reposição é um direito para evitar as perdas do poder aquisitivo do trabalhador, mas lembrou que o momento é extremamente delicado e exige “seriedade, comprometimento e responsabilidade de todos”.

Conta não fecha - Segundo Reni, se a folha (de pagamento) é de R$ 27 milhões e a arrecadação é de R$ 54 milhões, metade vai para os salários. Porém, quando a arrecadação cai o mesmo não ocorre com a folha. Neste descompasso aumenta o percentual do orçamento consumido com o funcionalismo. Foz do Iguaçu há algum tempo caminha no fio dos 51%. Um equilibrismo perigoso.  

Durante a sessão - A semana será movimentada no GAECO em Foz do Iguaçu. Entre 10 e 11 vereadores iguaçuenses foram intimados. Eles serão ouvidos como declarantes em uma investigação mantida sob o manto do sigilo.

Declarantes – Por interesses diversos, ou mesmo desconhecimento, muita gente confundiu a condição como os vereadores se apresentarão ao GAECO. Eles são declarantes. Podem colaborar prestando informações em uma investigação ou  processo. Pela conveniência do momento, muitas informações truncadas circularam, principalmente, pelas redes sociais.

Rol de obrigações - O Tribunal de Contas do Paraná (TCE) incluiu o julgamento do prefeito entre as obrigações das prestações de contas anuais das Câmaras Municipais. Com a decisão, a omissão em julgar as contas do Executivo, ou em informar ao Tribunal o resultado do julgamento, pode gerar irregularidade das contas do Legislativo municipal.

Mãos próprias - O Tribunal reencaminhará aos presidentes das Câmaras os ofícios nos quais são solicitadas as informações sobre os julgamentos. Desta vez, por meio de correspondências com aviso de recebimento de mãos próprias. O TCE planeja encaminhar, com a maior brevidade possível,  a lista das contas julgadas irregulares pelas Câmaras à Justiça Eleitoral.

Sem glúten - Aguarda a sanção do governador Beto Richa (PSDB) a iniciativa da deputada Cláudia Pereira (PSC) que cria um selo que mostra aos portadores da doença celíaca os estabelecimentos que vendem produtos sem glúten.

Cultura árabe - A imigração árabe no Paraná será roteiro de filme. A informação é da diretora-presidente do Conselho de Senhoras da Sociedade Árabe de Beneficência de Curitiba, Vera Maria Haj Mussi Augusto. O documentário terá como enfoque a cultura. Foz do Iguaçu abriga uma das maiores colônias árabe do Brasil.

Deletado -  Antes da votação do impeachment, postagens circulavam na internet indicando que o deputado federal Fernando Giacobo (PR) supostamente votaria contra o afastamento da presidente. Previsão equivocada. Giacobo disse “sim”.