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Nada se cria tudo se transforma. Inclusive o snapchat

Olá amigos digitais,

Se você não estava preso (em alguma cela por aí) ou em coma, é bem provável que já tenha ao menos ouvido falar do snapchat. Esse app que se tornou a rede social do momento principalmente para os mais jovens e que no começo era baseado apenas em conteúdos autodestrutíveis anunciou na semana passada algumas mudanças que deixam bem claro o interesse desse app em aumentar a sua base de usuários e fidelizá-los cada vez mais.

A nova ferramenta dentro do snapchat chamada “memories” vai permitir ao usuário salvar conteúdos de forma privada por meio do dispositivo “Stories to my eyes only”, ou seja, histórias que somente o próprio usuário possa ver.

O app também vai permitir publicar vídeos antigos (dos seus snaps).

Uma história rápida:

Em junho desse ano (vulgo mês passado) estava eu numa dessas estradas longas da vida, com o meu amigo e também colaborador do portal Massa News, João Frigério o @plantao190.

Durante a viagem surge o assunto snapchat. Falávamos sobre como cada um de nós interagia com essa ferramenta e eu comentei com o João sobre a concorrência do snapchat. Disse a ele que o principal concorrente do snapchat seria o instagram e que as outras redes não tinham uma proximidade direta com a proposta do snapchat. Comentei com o João que ainda pesava a favor do instagram o fato do snapchat ter o seu conteúdo 100% “perecível/descartável” embora seja a função que encantou os usuários por questões principalmente de privacidade e menos exposição gratuita comparado as outras redes.

Vamos ao exemplo de uso: Você está em uma viagem inesquecível visitando lugares incríveis e possui em seu celular tanto o “snap” quanto o instagram. O fato do conteúdo ser apagado em 24hs (caso do snapchat antes da mudança) vai inibir você de abrir o seu snap, e vai fazer com que você use o instagram para ter esse momento especial registrado para sempre (lembrando que o instagram permite que você deixe sua conta visível apenas para amigos/pessoas autorizadas por você).

Foi pensando exatamente nisso (consumer insight) que o snapchat liberou a função “memories” e encontrou uma solução que parecia impossível:

Manter seu DNA de uso dando opções que de certa forma divergem das suas origens.

E para mim o segredo está em deixar essa opção de “DIVERGIR”, a critério dos seus usuários, na boa e velha liberdade de escolha.

Qual rede mai morrer? Instagram ou snapchat?
R: Nos próximos anos, nenhuma delas. Sabemos que existem pessoas que usam as duas redes, gostam de alimentar ambas, mas convenhamos isso tende a diminuir a medida que algumas características começam a ficar mais próximas.

O motivo principal de assegurarmos a sobrevivência de ambas, é que essas mudanças no cenário, não modificaram as principais (não únicas) características dos seus usuários:

Snapchat: “Exibicionista moderado”.
Instagram: “Exibicionista modo supremo ultra master, (mel dels preciso de likes)”.

Com essa mudança nas funções, o snapchat manda alguns recados claros de que está com sede de mais usuários, não quer perder a sua base fiel e sabe que para aumentar sua capilaridade precisa buscar usuários nos quintais vizinhos (principalmente no instagram).

As perguntas certas são:

Como vai ficar o Market share dessas duas plataformas nos próximos anos?

Como o instagram vai reagir para tentar manter a sua base de usuários ativos, intacta e em expansão?

Essas respostas ninguém têm, e se algum “especialista” (preste atenção nas aspas) lhe disser o contrário, manda ele “plantar ̶b̶a̶t̶a̶t̶a̶s̶ facebook ads com frases feitas”.

As respostas estão sendo construídas pelo público, o engenheiro que conserva seus segredos de projetos as setes chaves.