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A torcida vai decidir o futuro do Operário

(Foto: Diego Machado) - A torcida vai decidir o futuro do Operário
(Foto: Diego Machado)

Não foram poucas as vezes que eu ouvi torcedores se dizendo apaixonados pelo Operário Ferroviário, alguns chamando a camisa do time de ‘manto sagrado’. Fácil fazer declarações como estas durante a fase boa, principalmente depois da conquista do título estadual em 2015.

É claro que eu também não fiquei feliz com a queda do time para a segunda divisão, ninguém ficou. Agora, eu não consigo entender onde está aquele amor pelo clube, aquela paixão que muitos diziam ser eterna. Onde estão aqueles torcedores que tinham orgulho em vestir a camisa alvinegra independente da ocasião?

Para não cometer injustiças é preciso registrar que a organizada Trem Fantasma jamais abandonou o Operário, bem como aqueles poucos torcedores que continuam frequentando os jogos na Copa FPF Sub 23.

Em um casamento, o amor deve continuar existindo mesmo que a esposa, com o passar do tempo, mude de aparência. Guardadas as devidas proporções, torcedor e time são exatamente a mesma coisa – ou seja, ou gosta de verdade ou larga.

O atual presidente Laurival Pontarollo confidenciou a este colunista no dia de ontem que no mês de dezembro deixará o cargo. Já que perguntar não ofende: até quando o empresário Álvaro Góes vai continuar injetando dinheiro no clube? Até quando terá motivação para continuar apostando em um projeto que não tem uma resposta dos maiores interessados – os torcedores?

Sei que algumas pessoas irão contestar minha modesta opinião, mas não abrirei mão de expressar aquilo que penso em relação a este momento tão importante na pavimentação de um novo caminho a ser percorrido pelo Alvinegro.

Portanto, torcedor, pense com carinho no futuro do nosso mais importante representante do esporte. Você pode e deve fazer a diferença.