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Janela aberta, lá se vão os craques

Não é apenas no futebol que os clubes sofrem com a temporada de janela aberta para negociações com equipes do exterior. O futsal brasileiro começa a sentir o mesmo efeito. No Keima Futsal, o ala Claudinho já foi para o Azerbaijão e agora surge a informação de que Fitz e Sakay serão os próximos a embarcarem para a Europa.

O técnico Eduardo Pacheco ‘Baiano’ lamenta a saída de jogadores que são considerados fundamentais no seu esquema de trabalho, mas reconhece a grande oportunidade que os atletas terão como valorização. Outra equipe Paranaense que também vai sentir a baixa de pelo menos dois elementos é o Marreco, de Francisco Beltrão.

Para quem vai jogar no Mundo Árabe ou mesmo na Europa, os benefícios para a carreira são muitos, a começar pelos bons salários e condições de estabilidade oferecidos pelos clubes, diferente da realidade em nosso país.

Esta preferência pelo futsal do Paraná por parte de empresários que fazem a famosa ponte entre os jogadores e os clubes estrangeiros comprovam a qualidade da Série Ouro em nosso estado. Por muito tempo, somente jogadores que atuavam em São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul tinham está visibilidade. Com as participações das equipes Paranaenses na Liga Nacional, a famosa janela não se abriu aos nossos atletas, ela se escancarou.

Este panorama nos leva a seguinte reflexão: se por um lado a ida repentina desses jogadores prejudica a sequência de um trabalho em andamento, como é o caso do Keima Futsal, por outro lado surge a grande oportunidade para jovens talentos que aguardam uma chance para entrarem na vitrine.

Então, boa sorte aos que vão embora em busca de melhores condições financeiras na carreira e que sejam bem-vindos os novos e promissores valores da base.