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O reencontro

Um ano depois da vitória histórica contra o Atlético Paranaense, o Foz do Iguaçu volta à Arena da Baixada. De lá para cá muita coisa mudou, até a grama do estádio deixou de ser natural e virou gramado de mentirinha.

O que não muda é a prepotência do mandatário atleticano, que proibiu que o elenco iguaçuense treinasse em seu sagrado solo. Em 2015 a retaliação foi ainda maior. Depois de um desacerto político o Azulão da Fronteira virou inimigo declarado do Furacão e da noite para o dia o time sub-23 foi substituído pelo elenco principal que vinha de título internacional. Resultado: Foz 1 a 0 e alma lavada.

Para o reencontro pela sexta rodada do Paranaense 2016 um Foz pequeno, caseiro, lutando contra a falta de dinheiro. Do outro lado um Atlético gigante, renovado e com um ataque de artilharia pesada digno de dar inveja a muito time grande. Com a bola rolando o pequeno cresceu e o grande se encolheu.

Não fosse a falha do goleiro Nei do Foz, o time da fronteira sairia com mais uma vitória daquelas que ficam para sempre na memória do torcedor. Mas o empate teve o mesmo saber, afinal, marcar um gol na casa do melhor dos paranaenses, o dono da bola e da grama, é um feito heroico e o resultado foi além das quatro linhas. O xará do padroeiro dos motoristas perdeu o emprego e vai ter que voltar pro Rio de Janeiro sem ter operado nenhum milagre na capital paranaense.