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A influência da dupla Kazim-Kleber no desempenho do Coritiba

Não há modelo de jogo perfeito. Todos geram riscos, maiores ou menores eles sempre vão existir em diferentes escalas. A escolha de Pachequinho pela dupla Kazim e Kleber induziu o time ao erro na organização ofensiva, apesar do rendimento do primeiro tempo ter sido suficiente para vencer o Botafogo.

Posicionamento inicial de Coritiba e Botafogo. Posicionamento inicial de Coritiba e Botafogo.

A dupla esvaziou o meio de campo do Coritiba. Sobrava presença na área e faltava meios para chegar até ela. A dupla tornava obrigatório o jogo direto, com bolas longas. O vídeo abaixo ilustra o modo padrão de ataque do Coxa. Saída com os zagueiros em ligação direta para o reforçado ataque.


Nos bons momentos dos 45 minutos iniciais, a vantagem Coxa Branca era pelos lados do campo. Esse é outra influência de Kazim-Kleber. Com a área preenchida, o jogo pelas beiradas sempre pode render perigo. A grande questão é como chegar a linha de fundo. O ideal é circular a bola para desorganizar o adversário e assim criar condições favoráveis para os cruzamentos. Quando seguiu esse modelo, o Coxa levou perigo para o Sidão, como mostra o vídeo abaixo. Em outros instantes sobrou ansiedade e a bola era jogada na área da intermediaria.

Pachequinho interferiu mal no jogo, quando escolheu tirar o único passador do time. Juan não era o melhor em campo, mas era o jogador mais influente da equipe. O armador representava o equilíbrio da equipe, que corria muito e pensava menos. O Coririba perdeu o controle do jogo e quase saiu derrotado no confronto direto no Couto Pereira.

O Coritiba sustenta uma invencibilidade de cinco, mas não dá para comemorar. O desempenho no período invicto é frágil. Falta identidade para o time. Hoje não é possível reconhecer o modelo de jogo da equipe e isso é um problema grave. Mais do que não perder, o Coxa precisa estabelecer caminhos para jogar bem.