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Como a defesa do Atlético se tornou uma das melhores do Brasil

É justo que a principal lembrança do atleticano da vitória contra Corinthians seja o Walter.  Dois gols decisivos e o protagonismo que se espera do, agora, camisa 19. Mesmo assim é impossível passar pelo o que aconteceu na Arena sem falar do ótimo jogo coletivo do Furacão. É a organização que potencializa o individual e não o contrário. O desempenho defensivo do Atlético na vitória que tirou o Corinthians da liderança só confirma a tese.

Formações de Atlético x Corinthians Formações de Atlético x Corinthians  

As ideias da defesa do Atlético são muito claras. O princípio mais fundamental é compactação, as linhas próximas obrigam o adversário a criar a jogar em um espaço de 25, 30 metros. Outro aspecto importante é a definição da “local” onde a marcação começa. O Furacão marca em bloco médio, assim os zagueiros adversários são liberados para jogar e a ordem é pressionar a partir da zona dos volantes. O adversário que domina a bola a neste setor tem que ser incomodado pelos atleticanos sem que tenha espaço e tempo para tomar a melhor decisão. No começo da temporada, a última linha de defesa jogava próxima ao meio de campo e sofria com os espaços (lembra da derrota para o Palmeiras) deixados nas costas dos zagueiros que são lentos. Paulo André não se tornou o zagueiro mais rápido do mundo no último mês, o que fez a diferença foi a mudança coletiva, que potencializou o individual dos defensores rubro-negros.

Outra ideia-guia da defesa do Atlético é a marcação por zona. O Furacão é um dos poucos times que tem como referência o espaço e não o jogador. Os jogadores se relacionam e se movimentam de acordo com a altura da bola.

O vídeo abaixo ilustra o comportamento da defesa do Atlético:

A organização defensiva é influência de maneira direta pela maneira que o time ataca. Já falamos por aqui que o Atlético se transformou ofensivamente ao longo da temporada. Antes o time priorizava os passes curtos como caminho para gol do adversário, no campeonato brasileiro a bola longa tem sido a preferência atleticana. Sem tantos passadores, o time se arrisca menos e por consequência se defende melhor. 

O forte jogo coletivo transformou o Atlético em um postulante ao G-4, mesmo que nos nomes o Furacão esteja atrás dos seus concorrentes.