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João Paulo, o construtor silencioso

Dificilmente você vai ouvir João Paulo em uma entrevista por mais de cinco minutos. O Paranaense de Francisco Beltrão carrega a timidez das entrevistas para dentro do campo. O volante é um trabalhador silencioso de chuteiras, o que faz no gramado quase não é notado pelo público, mas é fundamental para o funcionamento do time.

João Paulo disputou 21 dos 23 jogos do Coritiba em 2016 (Divulgação Coritiba)João Paulo disputou 21 dos 23 jogos do Coritiba em 2016 (Divulgação Coritiba) 

João Paulo está em uma lista de jogadores que já vestiram a camisa de Coritiba, Atlético e Paraná. O passado Rubro-negro distorceu a análise sobre o rendimento do jogador no Couto Pereira. Desde que chegou no início de 2015, João Paulo disputou 83% das partidas do clube. Regularidade na presença e no desempenho.

Formação do Coritiba na estreia do BrasileiroFormação do Coritiba na estreia do Brasileiro 

A justíssima vitória contra o Cruzeiro (Fábio foi o melhor em campo) foi simbólica em relação a importância do João Paulo. Ele era uma espécie de porto seguro do time. Quando o Coxa estava com bola, o camisa 31 recuava entre os zagueiros para iniciar a construção ofensiva da equipe, na tentativa de superar a pressão da marcação do Cruzeiro. João Paulo não errou NENHUM passe (não é força de expressão), foram 52 certos durante os 90 minutos. João Paulo fez e faz o time jogar com um ótimo repertório. Passe curto, longo e entre as linhas do adversário.

João Paulo organiza saída de bola do Coritiba (Reprodução Premiere)João Paulo organiza saída de bola do Coritiba (Reprodução Premiere) 

Os “volantes” (prefiro meio campistas) são os grandes armadores do futebol atual. A Organização, ritmo e até característica do time dependem desses jogadores que atuam em uma região do campo onde a marcação é menor. Compare: João Paulo foi o líder de passes certos do jogo, já César Gonzalez (o clássico camisa 10) acertou 22. O Venezuelano fez uma ótima partia partida, mas foi menos participativo. Natural pelo posicionamento próximo do Kleber e pela característica. O “Maestrico” de fato foi João Paulo.


Não parece, mas a diferença entre o Coritiba jogar bem ou mal passa pelo João Paulo.