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O gosto do Santos pela bola aumenta o tamanho da vitória do Atlético

A quarta vitória do Atlético no Campeonato Brasileiro foi construída contra um dos times que mais gosta da bola no futebol brasileiro. Em um país onde o passe sofreu uma enorme desvalorização nos últimos 20 anos ter esse fundamento como base do seu jogo é um mérito indiscutível do Santos de Dorival Junior. Isso só aumenta o valor da vitória rubro-negra.

Posicionamentos iniciais de Atlético x Santos na ArenaPosicionamentos iniciais de Atlético x Santos na Arena 

No duelo da Arena, o Santos trocou o dobro passes que o Atlético. O número de oportunidades de gol não foi proporcional a posse de bola (62% para o Santos) graças a boa organização defensiva do Furacão. Se no discurso Autuori prometeu um time protagonista, na prática o Atlético do brasileirão tem sido um time de menos controle dos jogos e de mais apostas nas transições. Ser reativo, como foi o Atlético no sábado, tem relação direta com a imposição do adversário também.

O Santos cumpre as “regras” para dominar o adversário através da posse de bola. A base para jogar dentro desse modelo é ter apoios, sempre que um jogador estiver em domínio da bola, ele precisa de pelos menos duas opções seguras para seguir com a circulação da bola. A saída de bola tem o apoio do melhor passador do time. Renato recua, normalmente pelo lado direito, e faz a chamada “saída de três”, uma pratica comum nos principais times do mundo. O posicionamento favorece o jeito do Santos de atuar.

Reprodução SportvReprodução Sportv 

Outra obrigação para quem tem a posse como instrumento central na maneira de jogar é abrir o campo, com amplitude. O posicionado dos jogadores colocados na linha lateral abre as linhas de marcação do adversário. No Santos esse movimento é feito pelos extremos os laterais, que também jogam por dentro como armadores, algo raro no futebol brasileiro. Victor Ferraz gerava superioridade numérica pelo meio de campo e deixava o corredor para o Gabigol.

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Movimentos bem coordenados, mas que pararam na resposta defensiva do Atlético. Duas linhas de quatro compactas impediram que o domínio da posse do Santos se transformasse em sustos para Weverton. O Atlético desarmava e inicia a transição ofensiva. Poucos passes e sempre verticais para chegar ao gol Vanderlei. Com André Lima e Walter os ataques mais direto são favorecidos, mas o time rende melhor com eles separados pelo banco de reservas.

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A saúde física (vantagem do rodizio de Autuori) permitiu que o Atlético marcasse com bloco alto no segundo tempo, o que deixou a sequência de passes do Santos mais truncada e permitiu um controle maior do Atlético, principalmente com a entrada de Vinicius, que só não é titular por razões que o campo não pode explicar.

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O Atlético com ainda estilo camaleônico de jogar tem feito uma campanha segura no brasileiro. Refinar uma identidade pode ser o passo para uma mudança de patamar no campeonato.