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O Paraná não recuou em Londrina. O debate precisa ser sobre o modelo de jogo de Claudinei Oliveira

Para se analisar um time é fundamental entender o que ele pretende para o seu jogo. O desempenho precisa ser avaliado de acordo com a proposta do modelo de jogo e a sua capacidade de execução. Com base nisso é possível afirmar que o Paraná jogou bem contra o Londrina no primeiro tempo e NÃO recuou no segundo.

O comportamento do Paraná no empate no Café foi exatamente o mesmo desde o inicio do ano. O time foi construído para marcar com as linhas baixas e aproveitar os erros do adversário com transições rápidas. A diferença do desempenho do primeiro para o segundo tempo está na qualidade da execução do tipo de jogo escolhido. Nos 45 minutos iniciais, a marcação organizada com linhas compactas e bloco baixo impediu que o Londrina criasse chances. O Paraná controlava o jogo pelo espaço, sem precisar de mais posse de bola que o Tubarão.  

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Um dos princípios do modelo de Claudinei Oliveira é reagir ao que propõe o adversário. A construção ofensiva é dependente do erro do oponente. Estratégia legítima e que se bem executada pode ter como consequência um desempenho de qualidade. Fora isso, a discussão vai passar pelo gosto por times que se organizam tendo a bola como ideia central. É possível jogar bem quando a organização defensiva é a prioridade. O time poderia ser mais protagonista? Sim, mas o técnico escolhido pela direção do Paraná sempre montou times assim. Não há surpresas. 

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Quando se escolhe jogar deste jeito, a qualidade da transição ofensiva é fundamental. O Paraná contra atacou bem no primeiro em Londrina. Marcou o gol desse jeito e criou outras oportunidades. Quando a bola é roubada, o time logo muda o comportamento e cria opções de passe para aproveitar os espaços deixados pela defesa adversária. A capacidade para contra atacar foi a grande diferença do Paraná nos dois tempos do Café. Na etapa final, Murilo jogou menos e por consequência o Tricolor também diminuiu a força ofensiva. Por isso a falsa impressão de recuo. 

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A organização como equipe é um caminho básico para o Paraná ter chance de acesso. O modelo de jogo já foi estabelecido, agora Claudinei Oliveira precisa dar o passo seguinte e elaborar mais alternativas ofensivas para um time que já tem identidade.