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O raio-x das semifinais

O produto não é dos melhores, mas se há alguma chance de salva-lo ela passa necessariamente pelas fases decisivas do campeonato. De um lado o PSTC, maior surpresa do estadual, contra o Coritiba, dono do melhor futebol das últimas semanas no Paranaense. A outra semifinal testa a evolução do Atlético contra um Paraná que busca o padrão das primeiras rodadas. O duelo entre os quatro melhores times do campeonato é o primeiro tema aqui na nova casa do Futebol Total. Puxa a cadeira e fique à vontade.

Coritiba x PSTC

O duelo com o favoritismo mais claro. Já seria pela diferença de orçamento e estrutural, mas o desempenho do Coritiba reforça esse status. Com o 6 a 0 no agregado no Toledo, o Coxa tem a melhor campanha da competição. Não é apenas uma questão de números, o futebol apresentado pelo time de Gilson Kleina deixa claro quem tem jogado melhor no campeonato, pelo menos por enquanto. 

Coritiba no 4-2-3-1 com mobilidade no meio de campo; PSTC no 4-4-2 com aposta na velocidade de Jenison e Fauver. 

Encontrar um modelo de jogo é o desejo de todo técnico. Kleina encontrou um formato depois de semanas livres para treinamento. A identidade é clara. Marcação alta e meias com movimentação constante são comportamentos da equipe nas melhores partidas da temporada. A pressão no campo do adversário também encurta o caminho para o gol, ainda mais quando se conta com a sociedade entre Juan e Kleber (juntos fizeram 17 gols, Juan é líder de assistência na temporada). Curiosamente esse jeito de jogar nasceu justamente após a derrota para o PSTC na sétima rodada da primeira fase.

Meias do Coritiba jogam próximos pelo centro sem posição fixa e abrem os corredores para os laterais (Reprodução Premiere FC)

O comum é que os times do interior joguem com solidez defensiva e contra-ataque como pilares da sua estratégia. O rótulo não cola no time de Cornélio Procópio. Reginaldo Vital dirige um time que tem gosto pelo ataque e não prioriza o chutão como recurso para construir suas jogadas ofensivas. Apesar disso, nos duelos com o Coritiba não será estranho encontrar um PSTC armado para aproveitar um erro produzido pelo Coxa O grande destaque é o meia atacante Fauver, jogador de velocidade que costuma levar vantagem nos duelos de um contra um. A única chance do PSTC é construir vantagem no duelo de ida no interior.

PSTC mostrou repertório:  pode marcar no próprio campo para ter a chance do contra ataque (Reprodução Premiere FC)

Atlético x Paraná 

O Dérbi representa também um confronto de ideias de futebol. Normalmente, Atlético e Paraná escolhem caminhos diferentes para vencer os adversários. O Furacão representa o jogo associado com troca de passes desde a defesa para construir um bom ataque. Já o Tricolor vive os seus melhores momentos quando tem espaço para jogar em velocidade na transição ofensiva.

Atlético no 4-2-3-1 com os extremos fazendo a diagonal; Paraná se defende em duas linhas de quatro

É possível notar a intenção de um técnico a partir da escolha dos volantes. Autuori escala Jadson e Otávio. O primeiro faz a diferença pelos movimentos de infiltração, é o típico jogador que não se faz cerimonia para pisar na área do adversário. O segundo é o construtor a partir da defesa, organiza o time com passe limpo. O modelo do Atlético pode variar demais de acordo com o centroavante escolhido. André Lima dá profundidade e referência para os meias. Walter faz o time jogar, não necessariamente precisa marcar gols para jogar bem. Em teoria, o camisa 18 é o titular, na prática... essa é uma conversa para outra hora.

Thiago Heleno com duas opções de passe para a construção ofensiva (Reprodução Premiere FC)

Claudinei Oliveira é um especialista em montar boas defesas. Com um sistema sólido, o quarteto de ataque brilhou no começo do Campeonato Paranaense (foram cinco vitórias, em cinco jogos). A organização defensiva do Tricolor é clara: Duas linhas de quatro bem próximas e no próprio campo à espera do erro do rival para acionar, Nadson, Valber e Robson que ajudaram a consagrar Lúcio Flávio, artilheiro time com oito gols.

Mesmo em casa, Paraná aposta na sua identidade: o contra ataque (Reprodução Premiere FC)

O momento melhor é do Atlético, mas o Paraná do início do campeonato é competitivo o suficiente para deixar o clássico sem favorito.