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Perfil Felipe Gedoz: O mito do "10" no Brasil e o papel do novo reforço no Atlético

Felipe Gedoz vai vestir a camisa 10 do Atlético na Libertadores (foto: divulgação/Atlético) - O papel de Felipe Gedoz no Atlético
Felipe Gedoz vai vestir a camisa 10 do Atlético na Libertadores (foto: divulgação/Atlético)

O futebol brasileiro é um ambiente que ainda acredita em jogadores especialista. O camisa cinco marca, o meia arma e o centroavante é o responsável direto pela produção de gols. Essa lógica provoca miopia no entendimento do jogo. A compressão sobre o Atlético da ótima temporada de 2016 é um exemplo dessa visão distorcida. O time sofreu ofensivamente e boa parcela da responsabilidade pelo baixo rendimento ofensivo foi colocada na conta do camisa 10 do time. Vinicius e Lucho fracassaram na função do tal armador clássico, mas não só por responsabilidade individual. O modelo de jogo (no campeonato brasileiro) do Atlético de bolas longas e pouca troca passes pela faixa central prejudicaria a maioria dos meias com essas características. O todo sempre ajuda a entender melhor o que acontece com as partes. Não basta ter o meia (obsessão de dirigente e torcedores brasileiros), é preciso ter uma ideia que te guie na hora de atacar. Nunca é bom depender de apenas um jogador, os melhores times do mundo não são construídos a partir da figura desse meia que é endeusado no Brasil por uma questão cultural.

O camisa 10 do Atlético na Libertadores será Felipe Gedoz. O número não tem relação com o tipo de função que o jogador de 23 anos vai exercer no time de Paulo Autuori. Gedoz atuou em toda carreira como um meia de lado de campo. Apesar da força física e da região de campo que normalmente atua, ele não é o típico velocista que gosta do duelo individual. Felipe Gedoz é um construtor, que sai do lado do campo para ser parte das conexões do meio de campo. Para comparar, ele é mais Nikão e menos Lucas Fernandes.

Armador:

Passe:

É óbvio que tudo depende do modelo em que o jogador está inserido. Gedoz foi protagonista de um Defensor que era mortal no contra-ataque durante a Libertadores de 2014. O time que chegou até a semifinal daquele ano ficava confortável em se defender em bloco baixo e apostar nas transições ofensivas. Gedoz era mais vertical e menos passador.

Contra-ataque:

Como todo extremo, Felipe Gedoz tem responsabilidades defensivas e as cumpre muito bem. O meia participa diferente dos momentos que o time não tem a bola e preenche o lado do campo nos momentos que o time não tem bola. É justamente o que pede o modelo de jogo do técnico Paulo Autuori. Também por isso Gedoz tem potencial para ser titular absoluto do Atlético durante a temporada.

Fase defensiva:

No repertório de Felipe Gedoz também está a bola parada, por onde passou o  novo dez do Furacão foi cobrador de faltas. Ele preenche uma lacuna do atual elenco que sofreu com a pouca eficiência de Lucho González neste tipo de lance.

Gol de falta:

Do ponto de vista de investimento, Felipe Gedoz é uma contratação de exceção na era Petraglia. São mais de cinco milhões de reais pelo jogador, grana que sempre aumenta a responsabilidade e gera expectativa da arquibancada e da crítica. Felipe Gedoz não tem jeito de protagonista, mas é uma ótima aposta para qualificar a boa base Atleticana para a Libertadores.