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Prévia Atletiba-368

As finais do Campeonato Paranaense confirmaram o poder transformador do Atletiba. As campanhas opostas de Atlético e Coritiba na série A ainda refletem o que aconteceu em maio no encontro dos rivais. Os resultados sempre estão ligados a manutenção das convicções ou a transformações radicais, ainda mais em clássico. O lado rubro-negro protegeu suas ideias com o título, o futebol Alviverde passou por uma revolução impensável antes do 5 a 0 no agregado da decisão. Não se pode menosprezar as sequelas ou o legado do Atletiba. Por isso, o duelo de quarta vale muito.

Prováveis escalações do Atletiba Prováveis escalações do Atletiba

Mesmo vencedor daquela final, o Atlético mudou o seu estilo. O Furacão no primeiro semestre tentava ser protagonistas dos jogos, independente do palco. Pressão alta e domínio da posse eram os pilares do time, que conquistou o estadual depois de sete anos de jejum. As últimas atuações consolidaram um futebol de jogo mais vertical, os ataques costumam ser resolvidos poucos e longos passes. A saída passa mais pelos laterais que procuram os extremos como apoio para a saída e bola. Os volantes têm sido coadjuvantes na primeira construção atleticana. Tem um número que confirma a impressão do blogueiro: Sidcley deu 76 passes certos contra o Grêmio, Otávio apenas 36.

Atlético forte com os extremos nas "sociedades" com os laterais (Reprodução Premiere)Atlético forte pelos lados do campo (Reprodução Premiere) 

A versão mais pragmática do Atlético tem relação direta com a melhora dos números defensivos. Se defender com a bola é uma qualidade que nem todo time tem capacidade para desenvolver,  sem grandes passadores ter a posse de bola pode representar mais risco do que segurança. A equipe de Autuori tem se sentido mais confortável neste modelo de jogo mais vertical, o risco de entregar a bola em um passe errado diminui. O Furacão sofreu alguns gols neste brasileiro em contra-ataques, quando parecia estar em domínio da posse. Era uma ilusão. As vitórias contra Santos e Grêmio foram construídas com um jeito mais “realista” de jogar, o que transformou Weverton em um quase expectador das partidas (Grêmio acertou apenas uma finalização contra a meta atleticana). O rodízio pode até mudar os jogadores na escalação de Autuori, mas dificilmente mudará as ideias do time. 

Atlético compacto: Três jogos sem sofrer gols (reprodução premiere)Atlético compacto: Três jogos sem sofrer gols (reprodução Premiere) 

A pressão pelo resultado e do mando de campo terão influência na proposta do Coritiba. Qualquer resultado diferente de vitória dificilmente terminará com aplausos no Couto Pereira. O desejo e obrigação da vitória devem impedir a escalação do lateral/zagueiro, que tem sido a maior mudança do Pachequinho na comparação com a gestão do Gilson Kleina. Dodô e Carlinhos são melhores no ataque e normalmente comprometem na defesa. A vitória no duelo da dupla contra os extremos do Atlético (Nikão e Pablo) é um dos caminhos para Coritiba vencer o Atletiba.

Juninho como lateral esquerdo: problemas no jogo contra o Palmeiras (reprodução Premiere)Juninho como lateral esquerdo: problemas no jogo contra o Palmeiras (reprodução Premiere) 

O Coritiba ainda é um time com a identidade em construção, principalmente na hora de atacar. A maioria dos gols com Pachequinho no banco reservas saiu de bola parada. É uma arma que não pode ser desprezada. A outra alternativa do Alviverde para criar chances passa por Ruy, o meia em melhor fase do elenco. Ele sai do posicionamento inicial pelo lado direito e busca o jogo entre as linhas do adversário. A sociedade com Juan e Kleber representa cria boas alternativas, principalmente quando a bola chega até o terço ofensivo. A opção de velocidade no ataque ainda é uma interrogação. Felipe Amorim, Vinícius e Leandro são opções que não dão confiança. 

Meias do Coritiba buscam o jogo entre as linhas do adversário (Reprodução Premiere)Meias do Coritiba buscam o jogo entre as linhas do adversário (Reprodução Premiere) 

Mas o post precisa responder a pergunta mais clássica em véspera de Atletiba... o duelo de quarta tem favorito? Não. E não simplesmente por ser clássico e blá, bla..., mas pela competitividade demonstrada pelo Coritiba nos jogos no Couto (Inter e Palmeiras, por exemplo) e pela oscilação do Atlético em partidas longe da Arena. São dois componentes que equilibram a distância que a classificação exibe neste momento.