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Walter e André Lima juntos? Só para momentos de emergência

A discussão é presente entre os Atleticanos desde o começo da temporada. O tema tornou-se obrigatório depois da ótima atuação da dupla André Lima-Walter na vitória contra o Brasil de Pelotas.

A torcida se animou, já o blogueiro vai colocar o pé no freio. Para funcionar juntos, os dois precisam de circunstâncias especiais. Normalmente em situações de emergência.

O que diferencia Walter da maioria dos centroavantes que atuam no futebol brasileiro é a contribuição para o jogo coletivo da equipe. Ele é o típico atacante que não precisa de gol para ser eleito o melhor em campo. Ele faz o time jogar pela sua movimentação e repertório de jogadas. Walter representa um tipo raro de camisa 9, que poderia vestir a 10. Com André Lima a movimentação de Walter se limita e fica mais previsível. Os zagueiros ganham a referência para marcar e os volantes sabem qual espaço o ex-gordinho vai buscar. 

Walter e André Lima juntos no segundo tempo contra o Brasil de Pelotas: Bom rendimento contra marcação individual

Você deve estar se perguntando, mas contra o Brasil de Pelotas deu certo, não? Sim, trata-se de uma circunstância especial. A proposta do time do Rio Grande do Sul baseava o sua estratégia na defesa e com marcação individual. André Lima e Walter ganharam todos os duelos e provocaram uma sensível melhora no jogo atleticano. Eles também foram beneficiados pelo volume rubro-negro, incomum para jogos maiores (o segundo tempo virou ataque contra defesa). Um adversário com maior capacidade para trocar passes já exigiria um sacrifício defensivo que nenhum dos dois é capaz de entregar.  

Walter longe gol: André Lima dá profundidade para as jogadas como pivô. 

Se só há lugar para um no time titular, essa vaga é de Walter. Mesmo que o “placar de gols” da temporada mostre uma goleada a favor de André Lima.