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Aquele futebol... Lembra?

A Seleção Brasileira está na Califórnia, um ambiente tropical, bem brasileiro. Mas, a atenção que os americanos e brasileiros que moram por lá nem de longe lembra os melhores momentos do time canarinho. A terra do Basquete, Beisebol e Futebol Americano até está vivendo o clima do Soccer, com uma Liga bem organizada e em plena evolução, mas a Seleção não atrai mais grande quantidade de público, principalmente o feminino, em busca de um autógrafo.

É claro que, quando está treinando seu time o técnico Dunga não faz questão do assédio, mas o marketing de uma atração é nivelada pela quantidade de gente que um grupo consegue levar aos treinos, jogos e eventos. Com a música e assim, com o esporte também.

A goleada histórica de 7x1 para a Alemanha já foi mencionada. A ausência de Neymar também. Mas, será que é só isso? Eu diria que é tudo isto. Somado ao escândalo da FIFA e da CBF que os americanos estão “limpando”, a Copa América é um balcão de negócios em que o goleiro Alisson foi o grande favorecido até aqui. Jogou meia temporada no Brasileirão, foi convocado pelo técnico Dunga e depois de começar a Eliminatória como titular, foi vendido para o futebol italiano, onde vai defender a Roma.

Esta é a atual situação do futebol brasileiro. Dando motivos para que o torcedor se desligue do esporte que já foi 99% preferência nacional, esporte que já teve o trânsito calmo nas grandes capitais para ver amistosos, num país sofrido com os políticos mais preocupados com a briga de poder do que com seu povo, onde já vimos Zico usando a camisa 10 e hoje é o famosos quem mesmo? Lucas Lima, convocado pela segunda vez e já ganha o sorteio da camisa 10, substituindo Neymar, que na seleção vive uma crise existencial e mal sabe quem é e como joga. Bem distante daquele astro do Barcelona, que nasceu na Vila mais famosa do planeta, onde nasceu o Rei do futebol, quando o futebol, aquele futebol, lembra?