22°
Máx
16°
Min

Autuori e Levir... ácidos e verdadeiros!

Paulo Autuori é um treinador de marca, de grife, com know how internacional. Muitos torcedores já me comentaram o fato de que ele não carrega em seu currículo uma carta de títulos importantes que justifiquem a sua contratação. Se o Autuori tivesse títulos em seu histórico nos últimos anos, seria um técnico muito caro e o Atlético não teria bala para contratá-lo. Este é um técnico inteligente, de conceito, que sabe o que fala, tem experiência para fazer um planejamento de longo prazo, assunto gritado à exaustão pelo goleiro Rogério Ceni, quando Autuori foi demitido do São Paulo em sua última passagem no tricolor. Ceni declarou que o técnico era muito importante para o desrespeito daquela demissão.

Este é o retrato do futebol brasileiro, de resultados imediatos, onde a cada ano, um clube diferente aparece e ergue a taça de Campeão e no próximo ano o seu técnico perde o emprego, logo depois do desmanche dos seus principais craques da seleção do campeonato. A culpa sempre recai sobre o técnico. E a porcentagem de culpa dos técnicos é pequena, comparado a falta de organização dos clubes.

O mesmo senso crítico do 7x1 da Alemanha, criticado pelo novo técnico atleticano é berrado pelo curitibano Levir Culpi, que foi demitido do Atlético Mineiro depois de conquistar seis títulos. Agora no Fluminense, aproveitou para alfinetar a Primeira Liga, o futebol brasileiro e até a política brasileira. Chamou todos esses projetos de desorganizados. Será que o trabalho de um técnico perde a validade tão fácil assim? Eu não espero que um clube tenha um Ferguson (técnico do Manchester United que ficou 27 anos no cargo), mas que haja uma coerência maior por parte dos clubes. Já tem técnico sendo mandado embora na sexta rodada dos estaduais. Será que o técnico é tão ruim assim, que mereça uma demissão em seis jogos?