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Obrigado ao vôlei

- Obrigado ao vôlei

Da minha fase de escola, lembro e tenho muitas referências da música e do vôlei. Joguei na seleção da escola, treinei um tempo com a seleção de Curitiba (nunca fiz uma partida oficial), joguei muito em São José dos Pinhais e dos 9 até os 19 anos minha dedicação foi de atleta, com toda a disciplina que a gente precisa para crescer como um competidor. Joguei até os 27 anos. É claro, que com o passar do tempo e com a responsabilidade de estar trabalhando em rádio desde os meus 15, o foco foi se transformando e hoje eu faço o que amo, o rádio, a televisão, a música e o teatro.

Grande parte das coisas que aprendi dentro de uma quadra, levo para a minha vida toda: disciplina, pontualidade, respeito, companheirismo, competitividade, espírito de equipe, organização tática, nutrição, a prática de atividade física e vários outros fatores físicos e psicológicos. Até hoje algumas ações de trabalho no meu dia a dia, acabo usando o que aprendi no esporte, em que nada se faz individualmente. Um jogo onde um depende do outro e o banco de reservas é utilizado de forma inteligente, com uma frequência e dinâmica incríveis. Os 3 toques do vôlei precisam sincronismo e se uma recepção é boa, a possibilidade de um levantamento bom é grande. Se um levantamento funciona, o corte é melhor. O bloqueio, a cobertura, o trabalho do líbero... todos os jogadores e comissão técnica precisam ter uma sintonia fina, para que uma vitória seja possível. Bernardinho disse: “A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer. Vencer é consequência”.

No meu trabalho o esporte não é somente um trabalho, mas sim uma filosofia de vida. Agradeço aos meus pais por ter me dado a chance de praticar um esporte. Até hoje, quando posso dou minhas levantadas. Quer um conselho? Pratique um esporte. Você vai usá-lo na vida, mesmo sem ter sido um atleta profissional. Se você tem filho, que tal colocá-lo em uma quadra, um campo, uma pista? Tenho certeza que você não vai se arrepender. Este texto está sendo escrito dentro da Arena da Baixada, no jogo Brasil x Portugal, um jogo emblemático e especial, porque marca a despedida do maior líbero do vôlei mundial, o jogador que mais títulos tem pela seleção brasileira: Serginho. Obrigado Serginho... Obrigado ao Vôlei!