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Síndrome de Spa

Alguns clubes brasileiros tem uma lista extensa de jogadores que usam a estada para tentar recuperar o seu futebol, seja questão de disciplina, física, conduta ou mesmo de entrar para o mercado e quando estão bem, ou mesmo quando os seus empresários conseguem outros times para faturar melhor, acabam saindo. Todos os clubes que figuram entre os grandes do futebol brasileiro e não estão sempre entre os 10 primeiros devem ter este mesmo tipo de lista. Vou comentar sobre o Coritiba: David, Zé Love, Negueba, Norberto, só para citar estes. Atualmente, que vantagem o Coritiba levou até hoje em contratar Gonzales, Ortega e Bareiro? Estes jogadores são muito acima da média do que a base Coxa tem?

Se um menino da base tem a mesma atenção do clube que estes, posso até ser ousado em garantir que eles teriam melhores resultados em campo. Até que eles se recuperem e comecem a jogar, seus empresários agilizam suas vidas e os recolocam no mercado em clubes do “Eixão”. É o que acontece, não é só uma opinião.

E estamos vivendo um momento interessante da passagem de Colin Kâzim-Richards. Entrou em campo, fez gol na estreia e justamente no clássico Atletiba, fez mais um gol contra o Cruzeiro, mas ainda não deu aquela decolada esperada pela torcida. Um cara que chegou com pompa e circunstância, ganhou a camisa 10 do Alex, disse que vai se comportar diferente de suas passagens apagadas e discutíveis em clubes pouco expressivos da Europa, casos de Celtic e Feyernord, um cara simpático, conversa com o torcedor nas redes sociais, está tentando falar o português e logo a torcida vai deixar de lado esta fase de chegada, já justificou aos rivais a demora pela sua lesão e vai começar a perguntar para a diretoria se este é igual tantos outros jogadores que vem, se recuperam e saem assim que fazem três ou quatro jogos de bom nível? Vou batizar estes clubes com uma doença, a “Síndrome de Spa”. O jogador chega, discursa que agora será diferente, se recupera e sai para um clube que ele considera “melhor”.