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Técnico com teto retrátil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Técnico com teto retrátil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eu nunca fui pessimista. Sempre olhei as coisas de forma real e pensando positivo. E vou defender dois projetos que muitas vezes tem sido achincalhados pela opinião pública e pelos críticos. Um é a Seleção Brasileira e outro é o Coritiba.

A seleção olímpica empatou na estreia e eu digo que gostei do que vi, principalmente porque os atacantes, meias, volantes e zagueiros africanos foram todos improvisados na zaga, o que dificultou qualquer trabalho de ataque brasileiro. Uma seleção destas jogando de igual para igual, levaria uma sacola. A única coisa que na minha opinião faltou para jogadores como Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol foi talvez aquele toque de mestre, aquela jogada de jogadores acima da média que eles são, quando dão um toque de letra, ou por cima do goleiro, aquele chute de trivela, de três dedos e que desiquilibra. Talvez pela estreia tensa que uma Olimpíada pode proporcionar. Quero esperar o segundo jogo para fazer algum tipo de crítica. Não dá para criticar esta olimpíada pensando na Copa. É outra fase, outros tempos.

O Coritiba jogava bem contra o Vitória, dominou a primeira etapa, mandava no jogo. Mal começou o segundo tempo e o time fez um gol de bola trabalhada. Até os 15 minutos do segundo tempo dava para acreditar em uma vitória fora de casa. Foi quando o zagueiro Juninho comete a infelicidade de marcar um gol contra, que derruba o moral e abala o time, que já vem de uma “nhaca” sem tamanho. Ducha de água fria, decepção, desânimo, tristeza, junta todos estes sentimentos e joga num liquidificador. Isto talvez explique a derrota do Coxa para o Vitória. O resto pode ser explicado pela diretoria, que errou desde o começo do ano e não sabe ao certo qual é o erro mais grave e para fechar com chave de ouro, está preocupada com construção de um novo estádio.