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Turco sai do banco e salva clássico

Não foi um jogão de bola, ninguém deu aula tática e técnica e nenhum jogador fez a diferença. No primeiro tempo o pau cantou, jogadores tentando fazer do jogo um clássico, jogadores querendo apitar a partida e o Deivid está até agora tentando anotar a placa do Wilson. Se o Leandro não fosse para o chuveiro no intervalo, acabava arranjando um Boletim de Ocorrência. E o primeiro tempo acabou como um jogo que mais parecia aquela partida que eu e meus amigos da Rede Massa jogamos nos intervalos da correria da vida.

O segundo tempo foi mais jogado, mas também sem um brilho especial. Talvez pelo fato de o jogo ser numa quarta-feira à noite. Clássico tem a cara do domingo. Raras são as vezes que clássico é à noite, raras as vezes em que num clássico a plateia sai do trabalho, falta a aula para ir. Clássico tem a semana antes, o dia do jogo e a semana depois. Este começou segunda e acabou nas mensagens de whatsapp pela manhã... segue a vida como se não tivesse clássico.

A única tacada de mestre (ou de técnico) neste jogo chamado de clássico até ontem e que salvou a noite, foi a substituição de Ruy pelo Kazim, aos 18 minutos do segundo tempo. O cara ficou 30 minutos em campo, jogou o suficiente para fazer o que Walter, André Lima, Kleber, Ruy e os jogadores dos dois clubes não tinham sequer chegado perto o jogo inteiro... o gol!

O gol que salvou a noite. Uma noite que o frio não foi convidado fora de campo, mas o frio das quatro linhas deu a impressão que não era um clássico. Por ser quarta-feira? Por ser à noite? Por ser meio de semana?

Peço a gentileza às pessoas que agendaram este jogo para quarta à noite, marcar um clássico para domingo. O único sintoma de clássico foi protagonizado pelos mesmos imbecis de sempre, quebrando adversários e patrimônio público, assunto que me dá sono e revolta, nada mais.