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Walter... deixa de birra!

Walter era um menino humilde, pobre, sem oportunidades no Coque de Recife, encontrou no futebol a chance de fazer dinheiro sem estudos. Vendo a violência de perto, o futebol proporcionou a melhora da vida de sua mãe, Dona Edith, que vendia perfumes.

Foi revelado no Sport. Sete anos em clubes menores, até chegar ao Internacional. Tão logo virou titular, já estava na Europa, jogando pelo Porto, onde fez 16 gols em 33 jogos.

O único clube que conseguiu tirar o excesso de peso do atacante foi o Atlético Paranaense. Mas, não é o clube que consegue segurar a instabilidade emocional do jogador. No Goiás teve problemas com dirigentes. No Fluminense sumiu e depois de brigar com a diretoria, veio para o Atlético. Chegou a viajar e dar entrevistas como novo jogador do Sport, clube que o revelou. Mas, tão logo chegou lá, por causas ainda desconhecidas, desistiu do Sport, retornando ao rubro-negro, com os esforços do clube paranaense em fazer Walter voltar. Deu certo.

Agora, depois de ajudar na conquista do Campeonato Estadual, Walter voltou a um lugar que ele definitivamente não gosta. O banco de reservas. E em lugar de treinar, esperar seu momento e arrebentar no campo, fazendo gols e se livrando da segunda seca de bolas na rede em menos de um ano, mais uma vez ele sinaliza sua vontade de largar tudo e sair.

O que Walter precisa é de um senhor mais velho em quem ele confia para dizer: Walter, fica aí, se comporta. Nada de ficar de birra. Aproveita o castigo para pensar e depois o tio Autuori te coloca no jogo. Sem choro!