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O dia que a Chapecoense uniu as torcidas de Curitiba

Foto: João Carlos Frigério / Massa News - O dia que a Chapecoense uniu as torcidas de Curitiba
Foto: João Carlos Frigério / Massa News

Desde que nasci, começo dos anos 90, meus tios e seus amigos assistiam os jogos da nossa seleção brasileira e era o único momento que via atleticanos, coxas-brancas e paranistas unidos e torcendo juntos. Era um momento muito especial, porque ali todos estavam apreensivos e dividindo o mesmo sentimento. Naquela hora, ninguém ia discutir por causa de futebol, talvez xingar um ou dois jogadores que não estão jogando muito bem, faz parte, mas nenhuma desavença entre eles.

Ontem, voltamos a este tempo bom da seleção, em que não existia a rivalidade entre as torcidas e quando falo em rivalidade, é julgar o outro por simplesmente estar vestido de vermelho, verde ou branco ou repreender alguém por apenas torcer para um time que não é o mesmo que o seu e muitas vezes o resultado de tudo isso é a violência.

Esta tragédia com o time do Chapecoense nos trouxe este sentimento de perder alguém muito próximo, principalmente aos amantes de futebol como eu, de abrir o Facebook e se deparar com centenas de homenagens feitas e se emocionar ao vê-las. Esta tragédia nos fez pensar o quão frágil é a vida e como o esporte é importante.

O Couto Pereira selou um dia histórico, que uniu todas as cores, emoções e forças de nossos times da capital em torno de algo maior: o amor ao futebol. Me emocionei vendo os vídeos e declarações de vários amigos que puderam estar na homenagem feita no estádio, foi algo surpreendente torcidas caminhando lado a lado segurando faixas e bandeiras.

Nos resta é esperar que todo este sentimento perdure e que a paz no futebol não seja apenas mais uma frase clichê, mas que agora se torne algo concreto.

Desejo muito que ao sair de casa para assistir um clássico, não me preocupe por onde vou andar com a camisa do meu time, mas me sinta a vontade para sair na rua com o sentimento de reunir a família na sala para ver a seleção.