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Boca-livre?

Desvio de R$ 180 milhões de recursos – públicos – através da Lei Rouanet pode mostrar o porquê, afinal, havia tanto petista, psolista, esquerdista & assemelhado defendendo a manutenção do Ministério da Cultura.

Afinal, a boca livre não pode parar!

Bem, já se sabe que houve muita baderna com nosso dinheiro, carimbado como tendo destino artes & espetáculos. Sabe-se também que houve casos escabrosos, inclusive um casamento com show financiado (no todo ou em parte?) pela lei Rouanet. Talvez estejam fazendo tempestade em copo d’água, mas não me parece. Acredito mesmo que essa pouca-vergonha precisa ser medida, avaliada, estancada e purgada. Não necessariamente nessa ordem. Mas é imprescindível que as seguidas gestões “de esquerda” no MinC, tenham suas responsabilidades avaliadas. Até porque, veja só, há 40 dias a imensa maioria dos ativistas deste país, tanto os de esquerda quanto os envergonhados, os de centro e alguns de direito, achavam mesmo que o Brasil não sobreviveria a um inverno sem um Ministério da Cultura!

Foram cumpridos hoje 37 mandados de busca e apreensão, mais 14 de prisão temporária.

Nenhum artista foi detido, ao que eu saiba. Mas “arteiros” estão atrás das grades.

Também não se recuperou nenhum centavo, até agora.

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Partilha regional

Inédito. Um presidente interino visita os Campos Gerais e a região estabelece uma extraordinária partilha de ICMS. A fábrica da Klabin em Ortigueira vai gerar tanto ICMS que o município-sede vai ficar com metade da quota-parte. O restante será dividido entre os demais que fornecerão matéria-prima para a gigantesca papeleira. É uma dinheirama capaz de mudar o rumo e o destino de algumas das cidades com menor IDH do Paraná. Como é o caso da própria Ortigueira.

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Tudo legal

A resposta pronta do PT, do instituto Lula e de partidos outros pilhados com a boca na botija (ou indícios de boca, botija ou uma-na-outra) é a de que todas as doações foram legais e declaradas. Já disse e repito: essa desculpa manjada não cola mais. Lembrem-se: tudo que Hitler fez, e não foi pouco, também era tecnicamente “legal”.

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Zé, Zé...

Para quem acreditava que isso ia continuar: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomentou ao STF a extinção da pena do mensaleiro condenado José Dirceu (aquele). A manifestação foi feita em resposta a um pedido de indulto natalino. Segundo Janot, Dirceu não cometeu nenhuma falta disciplinar grave e mostrou bom comportamento.

Chegou a cumprir pouco mais de 25% da pena de 7 anos e 11 meses de prisão a que foi condenado por aquele crime. Bastou? Não vejo assim. Até porque o sujeito, de tão bom comportamento e sem nenhuma falta disciplinar, está preso por causa de outro crime. Pelas condenações no esquema do petrolão, o ex-poderoso, ex-presidente do PT, ex-ministro-chefe da Casa Civil e ex-tudo foi condenado a mais 23 anos de prisão.

Continua sendo, como se vê, um ótimo exemplo de “bom comportamento”...

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Quase-hediondo

Falei e repito, porque sempre é tempo: o Supremo Tribunal Federal admite que tráfico de entorpecentes não é crime hediondo, desde que presentes algumas características. Advogados criminalistas devem ter adorado isso. Mas o esforço da sociedade na criminalização desse tipo criminal, que culminou com a inserção do tráfico no rol dos crimes hediondos perdeu, e muito.