21°
Máx
17°
Min

Colchão recheado

O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da Operação Custo Brasil – informa a “Folha” – decretou o bloqueio de R$ 102 milhões do Partido dos Trabalhadores e do ex-tesoureiro (hoje preso) João Vaccari Neto, e o mesmo valor das contas do ex-ministro Paulo Bernardo, aquele.

Não me espanta o bloqueio. O que espanta é que esse cidadão TENHA nas suas contas R$ 100 milhões, tendo apenas carreira como bancário, sindicalista e depois agente público.

O juiz considerou Paulo Bernardo “essencial” para o esquema de desvio, além de ter sido, segundo as investigações, beneficiado diretamente, com o pagamento de salários de dois empregados, aluguel de garagem, loft e outras despesas.


Safra produtiva

O período de “plantação” de notícias e de ‘vazamentos seletivos’, por conta das eleições municipais, vai indo muito bem, obrigado. A mais recente verdade ventilada é a possibilidade do ex-reitor da UEPG, Paulo Godoy, ser indicado pelo PMDB para ser candidato a vice de Aliel Machado (REDE).

A notícia carece de quase tudo, inclusive senso. O PMDB de Godoy é o mesmo do presidente interino Michel Temer. Aliel, por sua vez, é adversário de Temer porque se posicionou sempre, e com firmeza, ao lado de petistas & companhia. Aliás, até como retribuição pela troca de apoios, financiamento e prestigiamento em campanha, todo mundo imagina que o PT deve oferecer o nome do vice de Aliel. Que já disse pretender alianças com o PT e o PCdoB.

O chato é que o PMDB está com opções mínimas. Ainda assim, parece improvável que se permita um papel tão diferente de sua postura, no plano nacional.


Faltou um

Pesquisa do instituto Sonda, de Cascavel, divulgada no final de semana em Ponta Grossa, primou por uma ausência. No rol de nome citados na pesquisa espontânea, estranhamente, não aparece o deputado federal Sandro Alex (PSD-PR).

Muitos nomes de fora do circuito político entraram, mas o deputado, que teve 116.909 votos nas eleições de 2014, simplesmente não teve registro!

Na estimulada, descontados os desistentes, figurantes e não-candidatos, o atual prefeito, Marcelo Rangel (PPS), está com vantagem apreciável sobre o segundo candidato, Aliel Machado (REDE). Este, no entanto, é o campeão de rejeição. Com larga vantagem nesse quesito.

Mas chamou a atenção também outra coisa: o número de gente pretendendo votar em branco ou nulo é baixo. Muito, muito, muito baixo, diante da expectativa de “desencanto” com os constantes escândalos envolvendo políticos...


A postos

Engenheiro, ex-secretário de Planejamento e uma espécie de ‘primeiro-ministro’ da campanha de Marcelo Rangel em 2012, João Ney Marçal Júnior era até semana passada diretor da Assembleia Legislativa do Paraná. Não é mais. Está, portanto, apto a ser o candidato do DEM a vice de Rangel. O que para muitos é o caminho natural da aliança entre PPS/DEM, etc. e tal. Muita gente aplaudiria essa solução, mas Marçal não é o único na lista de ‘possíveis’.