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Debate tem o foco no passado

(Foto: Emmanuel Fornazari) - Debate tem o foco no passado
(Foto: Emmanuel Fornazari)

O primeiro debate da campanha eleitoral em Ponta Grossa, promovido por várias entidades, no Auditório da Reitoria da UEPG mostrou o que muita gente já imaginava. Marcelo Rangel (PPS) mostrou segurança e passou tranquilidade. Aliel Machado (REDE) parecia não ter certeza de qual era seu papel no processo. Júlio Küller (PMB) se mostrou inseguro, pagando o preço pela sua primeira aventura numa disputa majoritária. Sérgio Gadini (PSOL), o candidato da casa, mesmo contando com a simpatia de boa parte da torcida presente, não consegue mesmo empolgar. Leandro Soares (PSL) desempenhou o papel esperado.

Foram diversos os pontos de destaque. Aliel tentou fazer escada num apoio literário que recebeu. Não foi feliz. Depois tentou emparedar Júlio Küller num bate-boca que reproduziu o tempo em que ambos compartilhavam o plenário da Câmara. Agiram como vereadores.

Sérgio Gadini (PSOL) é, entre os opositores do prefeito, o mais articulado. Mas nem por isso o mais preparado. No final, admitiu que sua frente vai “eleger um vereador”. Parece ser esse o seu objetivo, eleger um vereador. Se coloca contra o modelo que tem garantido o diferencial competitivo de Ponta Grossa, a atração de grandes plantas industriais. Prefere ver esse modelo esquecido, em favor da “economia solidária” (eufemismo pra que, mesmo?) e da microempresa.

Leandro Soares trouxe alguns temas interessantes, mas ainda precisa de articulação, e tempo de estrada.

O esperado confronto principal Aliel/Marcelo não foi assim tão confronto. Os dois parecem estar no momento estudando o terreno. E guardando munição. O momento não permitiria grandes avanços – até por conta do comprometimento – nem grandes riscos. Aliel cometeu alguns erros táticos, talvez reflexo de uma estratégia pendular.

Marcelo, na verdade, teve que defender pouco seu governo. E quase nem precisou falar de suas novas propostas. O debate, por obra e graça da falta de originalidade dos seus opositores, girou em torno do passado, não do futuro.

Se alguém contava com esse debate para definir o voto, pode não ter feito lá grande progresso.