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Em PG, quase tudo definido

As definições no quadro político de Ponta Grossa seguem, basicamente, roteiro já demonstrado aqui. Este blog foi o primeiro a contar que: a) Álvaro Scheffer não levaria adiante sua pré-candidatura a prefeito pelo PV; e b) a suposta candidatura de Doutor Zeca a prefeito era apenas “pra Bueno ver”. Tudo se confirma, porque quase tudo se sabe. A surpreendente decisão de Júlio Küller (PMB) tratado a pão-de-ló enquanto foi secretário de Assistência Social do prefeito Marcelo Rangel (PPS), de disputar o governo com quem lhe deu espaço e vitrine só não é mais espantosa do que o fato de Dirlei Cordeiro, indicado vice de Küller, abandonar o velho barco de Péricles Mello (PT), que agora só faz água.

Dirlei sempre se apresentou ao lado da esquerda de resultados. Esteve muito próximo de Péricles e ultimamente se aproximou do então comunista Aliel Machado, hoje na REDE (o que não muda muito a sintonia ideológica).

O imponderável passa justamente por Aliel. Será ele capaz de reverter a onda de repulsa que causou ao se posicionar ao lado do PT, dos comunistas-de-sempre e defender Dilma Rousseff? Até mesmo alguns admiradores de primeira hora acham que o hoje deputado federal que ‘marinou’ está em maus lençóis. Vai mostrar o quê? Sua “coerência marxista” de ter sido eleito pelo PCdoB, com base no sindicalismo clássico e feito campanha para candidatos do PT, inclusive recebendo deles recursos fundamentais para sua campanha? Bem, esse trânsito parece bem capitalista, tirando o fato de que se trata obviamente de reducionismo: Aliel está sem grupo natural. O PT cobra dele proximidade e o PMDB, faz o feio papel de partido mandado pelo dono brabo: Requião quer, ele vai com Aliel. O que mostra que até o PMDB do Paraná é ligeiramente bipolar: mesmo quando o presidente da República é também peemedebista, Requião insiste em fazer oposição! Pois nem ele, com sua conhecida empáfia, deve desconhecer que mesmo dentro do PMDB de Ponta Grossa há oposição à sua posição. Embora isso, de fato, não seja lá muito impactante neste momento: quem vai decidir para onde vai o tempo de TV e os votos dos seguidores da sigla deve ser mesmo Requião & cia.

A única dúvida que ainda permanece, no cenário político de Ponta Grossa, é sobre quem será o candidato a vice de Marcelo Rangel (PPS). Há três opções, cada uma com perfil diferente. Pretendente há mais tempo a essa posição, a ex-secretária Elizabeth Schmidt (PSB) está pronta e articulando. Em seguida aparece o também ex-secretário João Ney Marçal Júnior (DEM), também como ponta-de-lança de um amplo acordo. E, aparecendo agora na fila, o –quase-ex-pré-candidato-a-prefeito Alvaro Scheffer. Que também foi secretário de Rangel, assim como os outros dois.

Mas essa dúvida só dura mais algumas horas. As apostas estão abertas.