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Morrendo calados!

Estamos morrendo calados. Monstros explodem-se e matam dezenas. Criminosos descerebrados abrem fogo contra clientes de uma lanchonete. Bestas humanas esfaqueiam cidadãos pacíficos. E, por último, em nome de movimento criminoso travestido de ‘guerra santa’, um padre idoso foi degolado em sua própria igreja, no interior da França. Quem ficou indignado? Quem decidiu que era hora de acabar com isso? Quem se levantou contra esse tipo de atitude bárbara, desumana, bestial, indecente e que clama por vingança?

Estamos sendo abatidos como cordeiros. Mudos, imóveis e resignados. Estamos sendo eliminados como mosquitos, sem que isso altere a percepção do mundo sobre o grande mal que está se tornando presente.

Temos medo do avião, do aeroporto, do vizinho, do véu e da internet. Estamos sendo condenados ao medo eterno. E não há virgens nos esperando do outro lado. Como não há pacifistas impedindo malucos de explodirem-se e matarem quem eles imaginam que representa seu inimigo.

Tratar terroristas como ‘porra-loucas’, como fez o infeliz ministro da Defesa brasileiro é estupidez. Não precisam de prisão provisória. Precisam de prisão permanente. E penas de fato severas. Oito anos de cadeia para quem pratica atos preparatórios de um ataque terrorista é uma piada. Multiplique-se esse tempo por oito e se terá algo plausível. Já não se trata de discussões estéreis, mas de uma reação à altura diante da ameaça que nos alcança a todos.

O principal talvez esteja na raiz do problema. Se for a guerra na Síria que está levando milhões a uma migração forçada – e que funciona como cortina para a entrada de gente que desaprova o Ocidente e quer sua destruição – é a Guerra na Síria que deve ser vencida. Quem ainda sustenta Assad? Quem ainda alimenta o Hamas? Quem ainda financia essa gente? Estamos poupando os soldados ocidentais em solo sírio para que civis ocidentais sejam imolados em solo europeu? Que política estúpida é essa?

Poucas vezes antes a civilização ocidental, sua liberdade e seu liberalismo (é disso que se trata) estiveram em tal perigo. Muitas vezes antes soubemos como agir. Por que agora estamos sujeitos a um discurso de tolerância obtuso e contraproducente e a práticas de gerenciamento de crises que apenas contém danos, sem impedir que se repitam?

Não se engane o brasileiro, o sul-americano. A marcha do horror institucionalizado não vai se deter do outro lado do Atlântico.