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O dia em que se refez a história

O governo Dilma já acabou. Ninguém se espanta mais com as negociações e conversas para se formalizar o governo Temer. O que alguns ainda resistem a acreditar é que o petismo, como o conhecíamos, também está morto. Mas não enterrado; preso. Lula, se escapar de uma ordem de prisão ainda esta semana, deve entrar para o rol dos encarcerados na próxima. Acredito mesmo que é só uma questão de tempo. A Organização Criminosa que foi apontada pela Procuradoria-Geral da República só não é maior do que o mau-caratismo que sustentou esse bando todo durante treze (toc, toc, toc) longos anos. Mas agora acabou. Em menos de 72 horas o Brasil terá um presidente. De verdade. Se bom, ruim, péssimo ou incrível, veremos depois. De qualquer forma, será melhor do que a anomia do ‘colegiado de Dilma’.

- Ainda espero, e para esta sexta-feira, que Dilma tenha um último ato de grandeza. Se não pela sua biografia, pelo menos pelo seu futuro. Renunciando – e não sendo afastada por impeachment – poderia manter todos os benefícios concedidos a ex-presidentes, inclusive um ótimo salário, seguranças, funcionários, carros, como Lula tem e gosta de ter. Ou Dilma sai por vontade própria nesta sexta-feira, ou sai, na marra, na próxima quarta. De qualquer maneira, ela vai sair.

- O afastamento de Cunha ainda não é definitivo. Mas é definitiva sua queda da Presidência da Câmara de Deputados. Mas algo melhorou, por lá? Não. Em seu lugar entrou um sujeito que não só é contrário ao impeachment de Dilma como também se alinha automaticamente com o que a esquerda tem de pior, o fisiologismo. Felizmente isso também é passageiro. Aliás, o novo presidente, Waldyr Maranhão, também é investigado na Lava Jato!

- Não surpreende que quase todo mundo comemore a queda de Cunha. Surpreende a cara-de-pau de gente que se faz de sonsa e quer os créditos por isso. Não mintam, meninos. Não enquanto estivermos por aqui, atentos. Aliás, nem tentem.

- Para quem acha que o Brasil já entrou nos eixos: o mesmíssimo ministro Teori Zavaski acolheu pedido do mesmíssimo procurador Rodrigo Janot para NÃO investigar a participação de Dilma Rousseff na estúpida compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. A quase-ex-presidente da República era presidente do Conselho da Petrobras quando o pior negócio da história da petroleira foi autorizado.