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O fim do jardim-de-infância político

Há um lado criança em cada adulto. Há uma face lúdica em várias atividades ‘sérias’. Mas infantilidade não combina com representação política. As manobras quase infantis de membros da guarda pretoriana de Dilma Rousseff no Congresso (e também fora dele), são descritas por qualquer adulto de verdade com expressões bem adequadas: choro, chororô, mimimi, lamúria… Esses novos-bebezões não deixam a desejar. Uns esperneiam, outros gritam, muitos choram e os mais nervosinhos, quando bater os pés no chão com raiva não é suficiente, cospem.

Mesmo esquerdistas célebres como a ex-muita-coisa Marta Suplicy acusou: a banda pró-Dilma está usando de artifícios “infantis” para tentar retardar as ações da comissão do impeachment no Senado. Para constrangimento dos adultos paranaenses e vergonha das crianças, entre os que agem nesse sentido está a senadora Gleisi Hoffmann. A mesma que, no Paraná, está bastante relacionada ao nome comercial de uma famosa boneca de plástico.

O país cansou dessa brincadeira. E não há mais ingênuos.

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Há uma severa impropriedade em se classificar baderneiros profissionais de “trabalhadores rurais”. Quando o MST comanda baderna, confusão, invasão ou quebradeira, não são os “trabalhadores rurais” que vão fazer isso. Os verdadeiros trabalhadores não usam foice para intimidar, usam na lavoura. E é lá que eles estão, não fazendo política com terror, em rodovias, jornais e fazendas de quem eles não gostam.

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A insistência de supostos entendedores em exigir que os Estados continuem a comprometer fatias absurdas de suas receitas para pagar juros à União, sacrificando para isso serviços, parece uma piada de péssimo gosto: o remédio será preservado, mesmo que o paciente morra.

Até 15% das receitas dos Estados, o mesmo que eles são obrigados a destinar à Saúde, são engolidos pelo serviço da dívida com o governo federal.

Que droga de sentido isso tem?

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Sem novas concessões públicas, a infraestrutura do país vai para o beleléu. E uma chance de ouro de se aquecer a economia, abrindo milhares de vagas de emprego, será desperdiçada. Ninguém anda pensando muito nisso, não. A preferência parece ser, mesmo, a velha pendura: pego hoje, prometo pagar amanhã, depois vejo como fica.

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Aprendam, senhores parlamentares do Paraná!

Deu no site “O Antagonista”: A partir de agora, em Alagoas, estão proibidas a doutrinação política e religiosa nas escolas de Alagoas. A lei, de autoria do deputado estadual Ricardo Nezinho, do PMDB, foi aprovada ontem pela Assembleia Legislativa. No artigo 2º, pode-se ler: "É vedada a prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam induzir aos alunos a um único pensamento religioso, político e ideológico".

No artigo 3º, está escrito que o professor "não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária".

Em relação às escolas confessionais, há artigos que as obrigam a deixar isso bem claro em contrato.

É assim que se começa a combater o petismo.