22°
Máx
17°
Min

O fim do pior

- É certo que não há mal que sempre dure. Mas um mal durar 13 anos já é ruim o bastante -

Termina hoje o pior governo que o Brasil já teve. Dilma Rousseff e o PT – e seus aliados PCdoB, PDT e quetais – conseguiu ser pior do que todos os anteriores. Conseguiu ser mais inapto do que o governo Sarney, com suas trapalhadas econômicas, mudanças malucas de moeda, tabelamento de preços, comerciantes ‘detidos’ e policiais federais caçando gado em fazendas no Centro-Oeste. Conseguiu ser pior do que o governo de João Figueiredo, que afivelou as travas do comércio exterior, permitindo apenas o trânsito de commodities e retardando o crescimento do país em pelo menos 15 anos. Foi sem dúvida pior do que o período que deixaram Fernando Collor governar – e foi dele a ordem de ‘abrir os portos’ e livrar os brasileiros da maldição do protecionismo babaca. Muito pior do que o governo doidivanas de Itamar Franco, com seus rompantes, suas inconsequências e seu final balanceado, preparando o país para superar o trauma de um equívoco econômico de quase meio século. Obviamente foi pior do que qualquer mandato de FHC, porque não teve nem respeito interno nem protagonismo externo. E conseguiu mesmo superar seu mestre, o inefável e hoje indizível Lula, que construiu a ideia de uma sociedade cada vez mais desigual em sua essência, ainda que equiparada na marra ao espremer salários e afugentar a meritocracia da rotina nacional. Lula, tido até pelo Ministério Público Federal como o cabeça de uma organização criminosa, plantou a semente da desgraça, ao fragmentar a sociedade brasileira entre apaixonados e detratores, como se fosse essa a sua “genialidade”.

Irrelevantes, hoje e sempre, procuram ver razões sociológicas na recusa dos que pensam, em render-se à mania do ‘a favor disso aí’. Cheios de palavras, lições e gritos, não têm argumentos. Com isso tudo, conseguiram ainda eleger não uma, mas duas vezes a pior pessoa possível, para presidir o Brasil.

Dilma é a quintessência do que o brasileiro não gosta. Mandona, cega, irresponsável e vingativa, sai coberta de vergonha da Presidência que nunca mereceu. E que conquistou à custa de mentira e rapinagem. Sair apenas, mesmo enxovalhada, é pouco para ela. Deveria sair algemada, cumprir enfim o destino que tanto buscou, ao contrariar a vontade do povo brasileiro duas vezes: ao tentar impor-nos um modelo cubano de ditadura comunista e, agora, ao impor uma administração quase anárquica, condenando milhões ao desemprego, ao fracasso, ao desespero.

Talvez um governo Temer não seja a salvação do país, ou o seu caminho de retomada, ainda que todos esperem que sim. Porém tem o condão de dar um basta à dominação lulopetista e exterminar de vez e para sempre a falsa ideia de que eram ideólogos, generosos e humanistas, os ladravazes que corromperam-se e a tantos negócios públicos, com o objetivo único de manter sua agenda facciosa cretina, intransigente e segregacionista.

Getúlio Vargas registrou em sua carta-testamento que saía da vida para entrar na história. Dilma Rousseff, a pior entre os presidentes que tivemos, sai da história para entrar no anedotário, no index, talvez na cadeia.

                                                                              * * *

Único senador do Paraná a ter uma posição decente a respeito do impeachment, Alvaro Dias vai indicar o novo presidente da Itaipu Binacional? O certo é que os momentos da turma alegre de Jorge Miguel Samek frente à maior hidrelétrica deste hemisfério estão contados. Quem se habilita?