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Outra estrela do PT na cadeia

Eles já foram considerados “o casal mais poderoso da República”, mas agora são apenas alvos de operações e investigações. Ex-ministro dos governos Lula (Planejamento) e Dilma (Comunicações), o ex-sindicalista e ex-deputado federal Paulo Bernardo foi preso na manhã desta quinta-feira. Ele estava no apartamento funcional de sua mulher, a senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), em Brasília.

O apartamento do casal em Curitiba, também foi alvo de uma ação de busca & apreensão por parte da Polícia Federal.

As autoridades acreditam ter indícios de que “agentes públicos” do Ministério do Planejamento teriam direcionado licitações em favor de uma empresa de informática para gerenciar créditos consignados de servidores federais. Mas parece ter sido uma apenas uma fachada segura. Segundo a PF, estima-se que 70% dos valores recebidos por essa empresa de informática eram repassados a gente ligada a funcionários ou agentes públicos com influência no ministério.

As fraudes ora investigadas podem ter movimentado perto de R$ 20 milhões ao ano, entre 2010 e 2015, elevando o total para R$ 100 milhões. E tudo começou com a delação premiada de um ex-vereador de Americana (SP), Alexandre Romano, preso em agosto do ano passado.

Não é só Paulo Bernardo o alvo no Paraná. Há mais mandados de condução coercitiva sendo executados nesta manhã, em vários Estados, inclusive no Paraná.

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A arraia-miúda que endeusava o casal Gleisi/Paulo Bernardo, pode estar roendo as unhas, neste momento. Especialmente os que mantinham negócios com o ex-casal-mais-poderoso.

Nos Campos Gerais há muita gente que fez e consolidou suas posições, durante a última década, justamente por sua proximidade com o casal formado pelo agora preso e a senadora cuja casa foi visitada pela PF.

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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, pode ter dado uma ajuda e tanto a quem pretende ver Lula atrás das grades imediatamente. Durante voto em julgamento do pedido de abertura de ação penal contra Eduardo Cunha, por contas na Suíça, o ministro disse que os indícios evidências são mais fortes do que a titularidade das contas. Que seria, no caso, irrelevante. Segundo Zavascki, “a circunstância de os valores não estarem formalmente em seu nome é absolutamente irrelevante para a tipicidade da conduta”.

Se usarem o mesmo raciocínio para a propriedade do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá, o ex-metalúrgico... Bem, tudo pode acontecer.

De toda maneira, o STF aprovou por 11 a 0 o pedido de abertura da ação penal. Ou seja, Cunha é réu mais uma vez.