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Pauliki abandona pré-candidatura

Em nota oficial divulgada na tarde desta quinta-feira, o deputado estadual Márcio Pauliki (PDT) anunciou que não será, mesmo, candidato a prefeito este ano. Mas avisou que trata-se apenas de um “sonho adiado”.

A decisão do deputado não foi propriamente uma novidade. Ela apenas encerra um ciclo de altos-e-baixos e de muitas sondagens. Os rumos políticos – ou seja, para que lado penderá seu apoio – ainda não estão definidos. Neste sábado, o PDT do Paraná tem encontro estadual justamente em Ponta Grossa, para decidir que rumos tomará, em outubro. Estarão presentes o ex-senador Osmar Dias, presidente estadual da sigla, o deputado federal Assis Miguel do Couto e, além de Pauliki, os estaduais Nelson Luersen e Fernando Scanavaca.

Na nota em que anuncia que decidiu não ser candidato, Pauliki defende uma postura “diferente”, “colaborando para que o nosso Brasil possa ter uma nova geração de políticos comprometidos com o futuro”. Ele também criticou os trampolins políticos: “sempre fui contra deixar um mandato pela metade para fazê-lo de trampolim para novos cargos, não terminando assim o trabalho que lhe foi confiado pelo voto, e vi que a maioria da população também pensa assim”.

Em outro trecho, diz que “é em nome do povo que confiou em mim o seu voto que decidi não me candidatar a prefeito da minha cidade (...) e assim adiar um grande sonho”.

Ainda não está certo como caminhará o PDT, embora haja uma forte pressão para que o partido forme chapa com o ainda minúsculo PMB, do vereador e ex-secretário Júlio Kuller. Mas houve movimentos, há cerca de dois meses, para fazer do ex-vereador e ex-secretário Roberto Mongruel, o cabeça-de-chapa de uma eventual chapa pedetista. Tudo dependia de Pauliki. Agora, pelo visto, quase nada mais.