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Socialismo para principiantes

Salário brutal

Ah, esse socialismo... Candidato do PSOL conta por aí que pretende abrir mão do salário de prefeito, se for eleito – e não será. O que parece uma coisa linda é tudo, menos isso. Ele abriria, na remotíssima hipótese de se eleger, um salário de R$ 18,6 mil pelo seu atual, que é de R$ 18,3 mil.

Aliás, um salário bem pouco proletário. Em um ano, o candidato do PSOL ganha o equivalente a VINTE ANOS da renda de um brasileiro que ganha salário mínimo (sem levar em consideração férias, 13º, eventuais gratificações, horas-extras, etc.).

A consideração final é toda sua, leitor.

Mínimos e máximos

Faladores e repetidores de esquerda insistem que a “direita” (os liberais, na verdade) que defende o Estado mínimo não presta, justamente por isso. Acham que esse jogo, como disse um deles, é vender a ideia de que a manutenção de serviços públicos e direitos é sinônimo de gastança. Talvez por isso o Estado brasileiro, em todos os graus, tenha chegado onde chegou, sob uma visão esquerdista de seu papel: Estado-tudo, Estado-pai, Estado-caixa-forte.

Os mesmos que reclamam dos gastos do Estado com, sei lá, salários e subsídios, são os que mais gostam de receber subsídios e salários. Se for do Estado, em regime de vitaliciedade, melhor ainda.

Confiança 100%

Nem o PCdoB, que foi o berço político de Aliel Machado (hoje na REDE) e o elegeu vereador e deputado federal, acha que ele é a melhor opção para prefeito de Ponta Grossa. Esta semana o PCdoB fechou com o PSOL e vai indicar o candidato a vice.

Dos grandes, só o PT, deixado fora de combate depois da Lava Jato e do enxotamento de Dilma Rousseff, continua dando respaldo a ele.

Tem o PMDB, é verdade, mas aí a questão é outra, e tem nome e sobrenome: Roberto Requião.

Nunca mais

Combalido e afastado da vida pública há anos, morreu ontem o ex-deputado estadual e ex-prefeito Luiz Carlos Zuk, que se fez no MDB e terminou a carreira no PDT. Divertido, falante e dono de uma memória prodigiosa, deixou muitas marcas. Foi um político ousado, para seu tempo. Mas há outros adjetivos possíveis. R.I.P.

A grande vítima

Depois de se expor ao ridículo planetário recorrendo à ONU contra a Justiça de seu próprio país, o ex-presidente Lula se tornou oficialmente réu na operação Lava Jato.

Seu destino, espero, é a cadeia. E logo.

Indícios de motivos não faltam.

Sem surpresa

Não será surpresa para este blog se o PV, a despeito da inclinação pessoal de Álvaro Scheffer – que eu antecipei aqui – decidir ir “sozinho” para a eleição municipal, mesmo enterrando com isso as chances de eleger um vereador.

A campanha de 2018 – para a sucessão de Beto Richa – é um componente essencial nesse pacote.