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Tudo a favor, menos a ignorância

O governo Temer não apenas apresentou uma solução para a gravíssima crise fiscal em que Dilma, o PT e seus afilhados colocaram o país, como também ofereceu uma alternativa para garantir que isso nunca mais aconteça. De que forma? Da mais simples: congelando o crescimento da despesa do governo no exato limite da inflação do ano anterior. Parece um contrassenso, porque se poderia esperar que um governo fosse tão melhor à medida que sua despesa (que é também seu investimento, dependendo do ponto de vista) fosse aumentando. Mas não é. O crescimento das perspectivas de investimento efetivo não precisa ser reduzido. Mas a expectativa de despesa sim. Com isso se pode fabricar superávits fiscais suficientes para reduzir o estoque da dívida pública, minimizar a médio prazo o impacto dos juros e possibilitar o crescimento da economia sem as obrigações ‘herdadas’ do Estado incompetente.

Mas para compreender isso não basta saber ler. É preciso saber interpretar. E também aceitar que a verdade pode não estar apenas ao lado dos “nossos”. Tem muita gente que não entendeu isso.

Supostos “especialistas” têm dados repetidas declarações explicando que o governo Temer está buscando o equilíbrio fiscal “desmontando as políticas sociais” implantadas nas gestões petistas. Nada mais estúpido. Buscar o equilíbrio fiscal não é uma opção para o governante, é uma obrigação. E ‘políticas sociais’ são ações condicionadas à saúde financeira (e fiscal) do Estado. Se esta não está presente, aquelas não existem. Simples assim. Mas nem por isso. Há um grande movimento de fontes acadêmicas, com os dois pés fincados no pedestal petista, fornecendo vasto – porém ralo – material teórico para justificar a escassez de resultados de um governo que começou há 12 dias! Negando, obviamente, o retumbante fracasso de gestões que se sucederam há mais de 13 anos, uma pior do que a outra.

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No Paraná, bancada (quase) consensual:

Dos 18 parlamentares paranaenses que votaram na sessão da Câmara Federal na madrugada desta quarta-feira, 16 votaram SIM ao PLN 1/2016. Um, Zeca Dirceu (PT) – mencionado numa história agora sob investigação na Lava Jato – optou pela obstrução.

Sobrou um “valente” para votar contra o ajuste fiscal: Aliel Machado (REDE).

Aliás, dos 301 deputados presentes na Câmara, só 14 – entre eles Aliel – votaram “não”.

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Temer já despachou Miriam Belchior da presidência da Caixa Econômica Federal. Mas Itaipu continua sendo uma área intocada, onde o comando permanece... bem, em outras mãos.

Continuam em seus cargos o diretor-geral brasileiro, Jorge Miguel Samek, o diretor-administrativo Edésio Passos (ambos ex-candidatos pelo PT), e Nelton Friedrich (que já foi deputado pelo PDT).

No Conselho da binacional, aparecem (ainda, nesta quarta-feira, no site da empresa) nomes de vanguarda como o ex-ministro Jaques Wagner (PT), Alceu Colares (PDT), Giles Azevedo (ex-braço direito de Dilma) e até Maurício Requião, irmão do senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB), um dos poucos que faz oposição ao seu próprio partido, no Congresso.