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... e falta somente um dia!

Um dia: é o que falta para Dilma Rousseff ser despejada da presidência da República, cargo para o qual demonstrou total inaptidão, o que está custando caríssimo ao país: a mais prolongada e profunda recessão da história, conflito de instituições e tensão política ao extremo.

Depois da patocoada, articulada pelo advogado-geral José Eduardo Cardozo, que resultou na anulação do processo de impeachment da Câmara, seguida da anulação desse ato por seu autor, Waldir Maranhão, Dilma tenta a última cartada no STF.

Estimulada pelo afastamento de Cunha da presidência da Câmara por decisão do Supremo, que considerou que ele ocupava o cargo para práticas que caracterizavam “desvio de poder”, Dilma se apega a esse argumento para dizer que também foi vítima das maldades de Cunha e que, portanto, o processo de impeachment é “nulo”.

A chance de a reclamação ser acatada pelo STF é nula, mas a esperança, como se diz, é a última que morre...

Dilma recebeu hoje o consolo do secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, que a informou que o processo a que é submetida no Brasil será analisado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Grande coisa: do que servirá eventual contestação do processo, já que esse organismo não tem poder de interferir na soberania dos países associados?

Receber Almagro, esquerdista assumido, foi a única atividade oficial de Dilma no dia que antecede seu despejo. Ela já não tem mais o que fazer mesmo, a não ser receber a solidariedade dos ínfimos companheiros de causa.

O PT prometeu que incendiaria o país para evitar o “golpe”. Não conseguiu, pois o país é majoritariamente a favor do impeachment, e, em compensação, incendiou montanhas de pneus em 14 estados e no DF, manifestação que , mais uma vez, terceirizou para a CUT e o MST.

A manifestação, no entanto, não se limitou a impedir, temporariamente, o direito de ir e vir de milhares de pessoas. Em Salvador, os apoiadores de Dilma ameaçaram incendiar ônibus se esses recolhessem os passageiros e em Fortaleza impuseram à força o fechamento do comércio.

E o Lula, que comemorou a decisão de Maranhão afirmando que “ganhamos tempo para nos organizar”, recolheu-se a LINS – Lugar Incerto e Não Sabido.

E estes são os fatos dignos de constar deste Diário da Contagem Regressiva na véspera da votação do Senado.

Falta somente um dia! Um dia...

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