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... e faltam somente dois dias!

Dois dias: é o que falta para Dilma Rousseff ser defenestrada do cargo que ocupa indevidamente desde 1º de janeiro de 2011, no qual demonstrou ser o mais eficiente instrumento de demolição de um país.

E faltando dois dias para a decisão do Senado de iniciar o julgamento de Dilma por crime de responsabilidade, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, aliado de última hora do Planalto, anula a sessão de 17 de abril que admitiu a tramitação do processo de impeachment.

Dilma ataca as “manhas e artimanhas” da política, se diz “aliviada”, mas recomenda “cautela” aos simpatizantes e assessores comissionados que a ouvem no Planalto em solenidade oficial transmutada em palanque político. Ou vice-versa. Os ouvintes, no entanto, mandam às favas a tal “cautela” e decidem ocupar o Planalto até que o impeachment seja sepultado.

Ocupar o Planalto, como se fosse sede de diretório estudantil ou Câmara Municipal ou Assembleia Legislativa: alguém já teve notícia de algo semelhante? Pois no governo do PT, o inimaginável se faz realidade num piscar de olhos... e a ocupação teve o aval da president@!

Deputados anunciam que vão recorrer da anulação da sessão, primeiro à Mesa Diretora, que não foi consultada pelo presidente interino sobre sua decisão, depois, se necessário, ao STF. E o ministro Gilmar Mendes, em palestra por esse Brasilsão, diz – e diz o óbvio - que a decisão de Maranhão viola a soberania do plenário da Câmara. E que a matéria já havia esgotado sua tramitação naquela Casa e, portanto, é irrevogável. Assim, ela apenas “causa tumulto”. Mais ainda, pois tumulto é o que não falta nesse fim melancólico de desgoverno petista.

Lula avisa: “Ganhamos tempo para nos reorganizar”. Mas não há tempo para mais nada, a balbúrdia materializada no ato de Maranhão mostra o desespero em que se encontra o líder e seus seguidores e cúmplices de ocasião. Desespero que os faz se apegar a qualquer réstia de esperança, por mais vã e passageira seja essa esperança...

Frustrando a esperança geral da nação petista, Renan Calheiros ignora a decisão estapafúrdia de Maranhão e dá, sob protestos acalorados dos petistas, seguimento no Senado ao rito da cassação. E o advogado-geral do Dilmão, José Eduardo Cardozo, se espanta: “Isso é impraticável”.

Impraticável, como se vê, e a resistência do PT para se manter no poder, custe o que custar. E está custando caro: o dólar disparou, as bolsas tiveram queda significativa.

Mas faltam somente dois dias. Dois dias!

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