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... e faltam somente seis dias!

Seis dias: é o que falta para Dilma Rousseff, Lula e o PT serem exilados no Palácio da Alvorada enquanto a presidente@ é submetida a julgamento por crime de responsabilidade no Senado e Michel Temer estrutura o novo governo. E não adianta cuspir, petralhas: o futuro governo de Temer foi legitimado pelas urnas (os votos dados a ele foram os mesmos dados a Dilma, pois compunham a mesma chapa, ora bolas) e reconhecido pela Constituição, que atribui ao vice-presidente o dever de assumir a presidência em caso de impedimento do titular.

No dia 11 será a votação do Senado, e se espera uma boa vantagem dos votos favoráveis ao afastamento temporário de Dilma. Então, nesse ou no dia seguinte, ela terá de desocupar o Palácio do Planalto, ato que pretende consumar pela porta da frente, descendo triunfalmente a rampa na condição de vítima de um “golpe”, que é a justificativa delirante dos petistas para acobertar sua incompetência administrativa, o desastre que geraram e os crimes ao erário – os mais ousados da história deste país! – que cometeram.

Quem estará à espera de Dilma e deverá acompanha-la até seu exílio dourado no Alvorada, onde, segundo ela, será montado o “bunker da resistência”? A claque de sempre: os militantes fanatizados, os comissionados, os beneficiários das muitas benesses do poder – que serão extintas para eles nesse dia.

O PT mobiliza as “organizações sociais” e os sindicatos pelegos, que nada mais são do que sucursais do partido e financiados por ele, para escoltar a president@ “injustiçada”. Quantos serão? Algumas centenas, talvez alguns milhares – migalhas em relação ao conjunto da Nação, que não suporta mais o jugo petista e as consequências de seu desgoverno desastroso. E participa da contagem regressiva para seu despejo do poder – para o qual jamais esteve apta.

O gran finale organizado pelo PT sob a batuta de Lula – futuro réu da Lava Jato e de outras frentes de investigação – pretende ser apoteótico, mas será um mero cortejo fúnebre. Será o penúltimo ato de um calote eleitoral de proporções ciclópicas e espelhará a solidão de Dilma na posse do seu segundo mandato: ao contrário da primeira vez, quando a Praça dos Três Poderes transbordou de gente, daquela vez só havia poucas centenas de pessoas. Todas recrutadas pelo PT – que, como nas manifestações de rua em favor de Dilma desde 1º de janeiro de 2015, teve de estimular os manifestantes com pagamento de transporte, lanche e diária. E providenciar camiseta, bandeira e faixa.

O último ato dessa farsa será a saída definitiva de Dilma do Alvorada no final do processo de impeachment. E, com ela, irão para o lixo da história Lula e o PT. Para muitos deles, a começar do líder, com escala prolongada na prisão.

Faltam somente seis dias...

* Acompanhe José Pedriali - josepedriali.com.br