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... e se insurge contra ordem de Lula

”Como em time de futebol eu vou beijar [a camiseta do PT] e quero dizer a quem não gosta do PT, a quem odeia o PT, que daqui para frente, cada petista nesse país tem que começar a andar de camisa vermelha."

A ordem é de Lula e foi dada duas semanas atrás, durante o pronunciamento dele sobre a denúncia da Lava Jato de corrupção e lavagem de dinheiro e de ser o “comandante máximo” da organização criminosa que saqueou o país.

Brasil afora, os petistas – temerosos do resultado das urnas diante da enxurrada de acusações (merecidas) contra o partido – estão dissimulando sua filiação partidária. O vermelho foi trocado por um arco-íris de cores e a estrela, outrora a “luz” do partido, apagou-se. Pior fez o candidato petista à Prefeitura de Londrina, Odarlone Orente, e os candidatos a vereador, que se apropriaram do pé-vermelho, patrimônio imaterial da cidade, como símbolo da campanha.

Campanha que chega ao fim, demonstrando que Lula, apontado pelas pesquisas como o improvável candidato à presidência em 2018 mais rejeitado pelo eleitor; que tem tirado ao invés de colocar votos para os petistas que tem apoiado; que o Lula que elegia postes agora é evitado até peloso candidatos do partido.

Prova disso: o candidato petista de Londrina anunciou publicamente que não acataria a ordem de Lula. Disse isso em entrevista à Folha de Londrina de 20 de setembro. Reproduzo a pergunta do repórter (em itálico) e a resposta do candidato:

Em nota, a direção nacional do PT pediu que filiados defendam o ex-presidente Lula, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por corrupção. Como o senhor vai fazer isso na sua campanha?

Sou do Partido dos Trabalhadores desde 1999 e já estamos fazendo isso. Ao defender aquilo que o presidente Lula efetivou no País, a inclusão social e políticas públicas que deram garantia de direitos às pessoas que mais precisam de governo, já é uma demonstração de que estamos, sim, defendendo o legado e o fortalecimento da democracia. É isso que vamos continuar fazendo, a defesa dos direitos e conquistas que as pessoas, nos últimos 13 anos, conseguiram, muitas delas implementadas no governo do presidente Lula. Esse é o maior sinal de defesa, não só do partido mas do legado dos nossos líderes.

Comento: Odarlone, Óxente, nem isso você fez!

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