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13 de outubro. Um dia negro para o PT

Tudo isso aconteceu num mesmo dia – e o dia é 13:

1. A Justiça Federal de Brasília aceita a denúncia contra Lula e o faz réu pela terceira vez em processo penal. Agora por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência relativos à concessão de empréstimo do BNDES para a Odebrecht executar obras numa hidrelétrica de Angola, tendo o sobrinho do ex-presidente como canal para que ele recebesse propina (é o que a Justiça pretende comprovar).

2. A Receita Federal formaliza a retirada de isenção fiscal, relativa a 2011, do Instituto Lula – o único ano, por enquanto, analisado pelos auditores. A investigação da movimentação dos outros anos continua. O instituto era usado, segundo a Receita, para atender aos interesses financeiros do ex-presidente e sua família. A multa ainda não foi estabelecida, e isso só acontecerá quando terminar a auditoria dos outros anos.

3. E o TSE quebra o sigilo bancário de três gráficas que receberam milhões de reais da campanha que reelegeu Dilma Rousseff. Entre elas está a Focal, de um amigo de Lula - Carlos Cortegoso -, que recebeu quase R$ 30 milhões e não conseguiu comprovar a prestação de serviços. O tribunal suspeita que as gráficas foram usadas para lavar dinheiro. Quem teria sido o destinatário?

Nem precisava ser sexta-feira. Basta que o dia seja 13 para selar mais essa sequência de revezes do PT, o partido do 13.

(E tem mais: o ministro do STF Teori Zavaski recusou liminar para libertar José Dirceu, alegando que, já que "o guerreiro do povo brasileiro" está condenado, não há pressa alguma para atender a seu pedido...)